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Áudio confirma que Lázaro foi escondido por fazendeiro, diz polícia

Lázaro Barbosa no Fala Brasil (Reprodução/Record TV) - Reprodução / Internet
Lázaro Barbosa no Fala Brasil (Reprodução/Record TV) Imagem: Reprodução / Internet

Do UOL, em São Paulo

04/07/2021 20h50

A Polícia Civil encontrou mensagem de voz no celular do fazendeiro Elmi Caetano Evangelista, de 73 anos, que comprovaria que Lázaro Barbosa usou uma de suas propriedades como esconderijo. Para a polícia, Lázaro fazia parte de uma organização criminosa, e Caetano seria o mandante da chacina cometida pelo serial killer.

"Ele tá dormindo lá naquele barraco onde a mãe dele morava", diz o fazendeiro no áudio divulgado pelo Fantástico, da TV Globo. Elmi Caetano foi patrão de Eva Maria de Sousa, mãe de Lázaro.

Lázaro estava foragido suspeito de cometer a chacina de uma família em Ceilândia (DF). Ele fugiu se escondendo na mata e passou por várias fazendas na cidade de Cocalzinho de Goiás (GO). Durante as buscas, o fugitivo trocou tiros com policiais, fez três pessoas reféns e baleou outras quatro, entre elas, um policial militar. Neste período, a força-tarefa recebeu cerca de 5.300 informações no disque-denúncia sobre o caso.

Lázaro Barbosa foi capturado e morto depois de 20 dias mobilizando mais de 200 policiais e a população do entorno de Ceilândia e de Goiás. Mais de dez tiros atingiram o fugitivo, que chegou a ser socorrido com vida, mas não resistiu aos ferimentos. Nas redes, membros da direita brasileira e o próprio presidente Jair Bolsonaro comemoraram.

No boletim de ocorrência do caso, os policiais disseram ter atirado cerca de 125 vezes. De acordo com o documento, os disparos foram realizados por três armas de fogo, sendo duas pistolas e um fuzil.

Segundo Rodney Miranda, secretário de segurança de Goiás, Lázaro "descarregou uma pistola, possivelmente 380, em cima dos policiais" e por isso foi alvejado. "Não tivemos outra alternativa a não ser revidar." Miranda afirmou que Lázaro foi encontrado com R$ 4.400 no bolso, o que reforça a ideia de que ele estaria recebendo alguma ajuda.

Lázaro era investigado por mais de 30 crimes, cometidos em Goiás, Bahia e Distrito Federal. A maioria dos casos é referente a crimes de latrocínio (roubo seguido de morte). Ele já havia sido condenado por homicídio, na Bahia, e era também procurado por crimes de roubo, estupro e porte ilegal de arma de fogo.

Fazendeiro preso; caseiro colabora

O fazendeiro Elmi Caetano foi preso por suspeita de ter ajudado o foragido. O caseiro Alain Reis de Santana, 34, também teve prisão decretada, mas após audiência de custódia foi liberado e tem colaborado com as investigações.

À polícia, o caseiro disse que Lázaro dormiu cinco noites na fazenda e fazia as refeições com autorização de Elmi. "Ele falava brincando, gritando mesmo, brincando, falava: 'Lázaro! Vem, Lázaro! A comida tá pronta'".

"Considerando que havia um laço anterior, que o Lázaro já era conhecido do proprietário, e que na entrevista aquela família [assassinada] já devia um dinheiro a ele, nós não descartamos a hipótese que ele tenha usado o Lázaro para cobrar a dívida e, não recebendo, matar aquelas pessoas", disse Rafaela Azzi, delegada-adjunta da Delegacia de Homicídios, em entrevista à TV Globo.

"Exatamente [por isso, Lázaro teria conseguido o abrigo na casa do fazendeiro]. O abrigo vai além dele estar solidarizando por conhecê-lo. Na verdade, é um vínculo muito mais que interior", conclui.

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