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2 meses

Irmã de eletricista fala em 'alívio e dor' após carro ser achado com ossada

Simone Machado

Colaboração para o UOL, em São José do Rio Preto (SP)

19/07/2021 12h52Atualizada em 19/07/2021 15h57

"É um sentimento muito contraditório. Ao mesmo tempo que é um alívio por ter encontrado o carro, é uma dor muito grande por estar revivendo toda a situação". O desabafo é da professora Nayara Cristina Lopes Medeiros, de 29 anos, irmã do eletricista Rodrigo Alonso Lopes, que está desaparecido desde junho de 2014.

A esperança de pôr fim ao mistério que já dura sete anos veio na sexta-feira (16), quando o veículo em que o eletricista estava com o amigo Janielson Daniel Adelino, de 20 anos, foi encontrado submerso no rio Cachoeirinha, em Olímpia, cidade a 436 km de São Paulo, junto a uma ossada.

O carro, um Astra Sedan preto, ano 2004, foi avistado por um pescador depois que o nível do rio Cachoeirinha baixou em razão da seca que castiga a região noroeste do estado. Junto ao veículo, mergulhadores do Corpo de Bombeiros também localizaram uma ossada.

Carro encontrado em Olímpia - Divulgação - Divulgação
Carro desaparecido é retirado de rio em Olímpia (SP)
Imagem: Divulgação

"Espero que a gente consiga encontrar as respostas que buscamos por todos esses anos", disse Nayara.

Um exame de DNA será realizado para identificar se a mandíbula e o crânio encontrados são dos rapazes que estão desaparecidos. O laudo deverá ficar pronto em 30 dias, segundo a Polícia Civil.

"Não sabemos se a ossada é do meu irmão ou do amigo dele. Não sabemos se há mais fragmentos no rio, se o carro caiu lá por acidente ou se foi um crime. Ainda há muitas perguntas que não têm resposta", acrescenta Naiara.

ossada - Reprodução/ Facebook - Reprodução/ Facebook
Rodrigo e Janielson estão desaparecidos desde 2014 no interior de São Paulo
Imagem: Reprodução/ Facebook

A família relata que Rodrigo e o amigo Janielson trabalhavam juntos como eletricistas. Eles sumiram após irem a um rancho na região conhecida como Cachoeirinha - mesmo local onde o veículo foi localizado na semana passada.

Desde então a família nunca mais havia tido informações sobre o paradeiro dos jovens e nenhuma pista do que poderia ter acontecido com eles.

"Sempre ficou um vazio muito grande por não sabermos o que tinha acontecido, se eles estavam vivos ou mortos. Essa angustia ainda persiste e acredito que vai durar até sair o resultado do exame de DNA", diz a professora.

Polícia volta a investigar o caso

Com o encontro do carro e da ossada, um novo boletim de ocorrência foi registrado e o caso foi reaberto pela Polícia Civil.

"Tudo leva a crer que a ossada encontrada no carro pertence a um dos rapazes. Vou solicitar ao Corpo de Bombeiros que faça novas buscas no rio para tentarmos encontrar a possível ossada do outro. E vamos investigar também o que pode ter acontecido com esses rapazes, se realmente os dois estavam juntos quando o carro caiu no rio ou a possibilidade de um dos rapazes estar vivo. É apenas o começo dos trabalhos", explica Marcelo Pupo, delegado.

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