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Motorista some com doces de casamento e deixa prejuízo de R$ 2 mil a noivos

Noivos pediram bem-casado em fornecedor, de última hora - Reprodução/TV Globo
Noivos pediram bem-casado em fornecedor, de última hora Imagem: Reprodução/TV Globo

Do UOL, em São Paulo

20/05/2022 13h56Atualizada em 20/05/2022 13h56

Um motorista de aplicativo é investigado após não entregar com os bem-casados e salgadinhos que deveriam ser levados a um casamento em Confins (MG). O prejuízo para os noivos pode chegar a R$ 2 mil.

A cerimonialista contratada pelos noivos acionou o serviço do Uber Flash, modalidade de delivery da empresa, no mesmo dia da festa, ao perceber que a lista de comes e bebes do evento estava sem o doce, clássico nesse tipo de cerimônia, segundo a TV Globo Minas.

Ao encontrar um fornecedor que aceitou um pedido "express", a profissional aproveitou para também comprar uma reserva de segurança de mil salgadinhos congelados, além de 250 unidades de bem-casado. Ela pagou cerca de R$ 70 para o motorista do aplicativo buscar os quitutes e levá-los até o local da festa, mas foi surpreendida pela demora da viagem.

Após um atraso de cerca de 10 minutos em relação à previsão mostrada no aplicativo, a dona do local em que aconteceria a festa, um hotel fazenda na região metropolitana de BH, ligou para o motorista, que disse já ter feito a entrega para outra mulher, antes de desligar a chamada. Estranhando a história, a cliente retornou a ligação.

Na nova tentativa, o homem mudou sua versão e afirmou que estava perdido em uma estrada de terra, por mais que não houvesse nenhuma nos arredores do local da festa, que aconteceu no sábado (14).

Mesmo após os questionamentos, o motorista encerrou a viagem sem dar satisfações sobre o destino dos doces e salgados, segundo a TV Globo Minas. No dia seguinte, os clientes abriram um boletim de ocorrência contra o prestador de serviço. A Polícia Civil abriu uma investigação contra o entregador que pode ser indiciado por apropriação indébita.

Após o BO, a cerimonialista ainda conseguiu encontrar um perfil do suspeito em uma rede social e tentou contato com ele, que respondeu afirmando que chegou ao endereço indicado, mas não encontrou os clientes. Ele alegou que foi orientado pelo próprio aplicativo a descartar a comida, que estava estragando no porta-malas e teria, então, teria jogado os itens em um terreno baldio.

Em nota ao UOL, a Uber disse que "está à disposição das autoridades competentes para colaborar, nos termos da lei", mas lembrou que, segundo as diretrizes do serviço Uber Flash, "não é permitido enviar itens essenciais e/ou com valor superior a R$ 500".

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