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2 meses

Novo Cangaço: homem procurado após mega-assalto de Guarapuava é preso em SP

Do UOL, em São Paulo

03/06/2022 09h15Atualizada em 03/06/2022 13h56

Um homem foi preso no Guarujá, no litoral de São Paulo, suspeito de participação no mega-assalto a uma empresa de valores em Guarapuava (PR), no último 18 de abril. Ele teria um cargo de liderança na facção criminosa que atuava na região do crime, segundo informações da Polícia Militar do Paraná.

A corporação agiu em conjunto com a Rota, da Polícia Militar de São Paulo, para prender o investigado, que era considerado foragido. O homem, que já foi levado de volta ao Paraná, onde deve responder pelo crime, não teve a identidade divulgada em nota compartilhada pela PM.

Ele é o quinto suspeito preso por envolvimento no mega-assalto e o segundo encontrado no estado de São Paulo. Em 9 de maio, um outro homem, de 39 anos, foi detido pela polícia em Hortolândia, no interior paulista.

Procurado por roubo, o investigado apresentava sinais recentes de implantes de pinos no rosto, um braço imobilizado e escoriações pelo corpo. Em depoimento ainda à polícia de São Paulo, ele teria admitido informalmente que se feriu ao fugir de Guarapuava, ao capotar o veículo em que estava.

Cinco suspeitos morreram ainda durante a ação criminosa, que durou cerca de cinco horas, após confronto com a PMPR. Um cabo da corporação, Ricieri Chagas, também foi morto, baleado na cabeça.

Assalto teve caminhões incendiados e supostos reféns

A cidade de Guarapuava, a 250 km de Curitiba, foi atacada por uma quadrilha entre a noite de domingo e a madrugada de segunda, 18 de abril. Um grupo de criminosos tentava assaltar uma transportadora de valores e, em uma ação que já se repetiu em outras cidades do interior brasileiro, sitiou ruas, atacou um batalhão e teria usado moradores de escudo humano.

Com pouco mais de 180 mil habitantes, o município foi alvo de mais de 30 criminosos. Testemunhas informaram que o ataque começou por volta das 22h30 do domingo (17).

Vídeos mostram que alguns moradores teriam sido usados como escudos humanos para proteger os suspeitos, que estavam em carros blindados. A Secretaria de Segurança Pública do Paraná, porém, não reconheceu que qualquer pessoa tenha sido feita refém.

Por volta de 1h55, a BR-277 estava com o trânsito interditado no km 353 e no km 330 por dois caminhões, que foram incendiados e impediram o acesso à cidade. A Polícia Rodoviária Federal confirmou que a ocorrência estava atrelada aos ataques. No começo da manhã, o trânsito no local tinha sido liberado.

De acordo com a PM, a sede do 16º Batalhão foi alvejada com disparos e veículos incendiados também foram colocados em suas saídas para evitar a movimentação policial. Outros carros também foram queimados em ruas estratégicas da cidade. A corporação informou que decidiu não entrar em conflito para não causar perigo à população.

Barulhos de disparos foram ouvidos por moradores e vestígios de armamentos de grosso calibre foram encontrados em ruas da cidade. Uma arma que aparenta ser um fuzil chegou a ser abandonada em uma árvore.

Apesar do cerco, a quadrilha conseguiu escapar em sete veículos, que depois foram encontrados abandonados. Segundo as autoridades, os criminosos não conseguiram entrar na transportadora e nada foi levado.

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