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Abatedouro misturava carne de cavalo com porco para vender a restaurantes

No local foi encontrada carne suína que seria miusturada à de cavalo para disfarçar o sabor - Divulgação/Polícia Civil
No local foi encontrada carne suína que seria miusturada à de cavalo para disfarçar o sabor Imagem: Divulgação/Polícia Civil

Do UOL, em São Paulo

12/01/2023 22h03

A Polícia Civil de Goiás investiga um abatedouro clandestino de animais que vendia carne de cavalo misturada a carne suína. O estabelecimento ficava na zona rural de Hidrolândia, na região metropolitana de Goiânia.

Na operação realizada ontem, a polícia encontrou um cavalo recém-abatido, parcialmente sem o couro e com vísceras expostas, além de outro animal adulto pronto para o abate. Um terceiro cavalo estava em condições de maus tratos, sem água, magro e com acesso dificultado a alimentação.

O abatedouro clandestino tinha máquinas de moer carne e de fazer linguiça. O dono do estabelecimento ainda armazenava em casa 80 quilos de carne suína, que era usada para misturar e disfarçar o gosto da carne de cavalo.

Abatedouro clandestino misturava carne suína a carne de cavalo em Goiás - Divulgação/Polícia Civil - Divulgação/Polícia Civil
A polícia suspeita de que carne era vendida a restaurantes e outros estabelecimentos comerciais
Imagem: Divulgação/Polícia Civil

O autor foi identificado e teve o carro, documentos e telefone celular apreendidos, assim como junto aos produtos encontrados no local.

Os policiais também tiveram acesso a documentos e anotações de contabilidade do grupo, tornando possível identificar possíveis compradores, incluindo restaurantes. A polícia não informou os nomes dos estabelecimentos que compravam os produtos.

De acordo com a Polícia Civil, o dono do abatedouro responderá pelos crimes de "maus tratos a animais com morte do animal; crime de construção de estabelecimentos, obras ou serviços potencialmente poluidores, sem licença ou autorização legal; bem como pelo crime de vender, ter em depósito para vender ou expor à venda ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadoria, em condições impróprias ao consumo".

Conforme a Polícia Civil, caso seja condenado pelas práticas descritas, as penas somadas podem ultrapassar 10 anos de prisão.