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Castro diz que ações da milícia são problemas do Brasil e não só do Rio

Seis das doze pessoas detidas ontem após uma série de incêndios continuam presas e serão indiciadas por terrorismo, afirmou hoje Cláudio Castro (PL) em entrevista. O governador também afirmou que milicianos de pelo menos 12 estados diferentes estão alocados no Rio de Janeiro, o que, segundo ele, mostra que o problema com a violência não é do estado, e sim do Brasil.

Está muito claro que esse não é mais um problema do Rio de Janeiro. Esse é um problema do Brasil. Não são mais organizações criminosas pontuais que estão aqui ou ali. Hoje são verdadeiras máfias que estão alastradas pelo Brasil inteiro. Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Rio Grande do Norte, a gente está vendo isso se alastrar a cada dia.
Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro

Das 12 pessoas que foram detidas ontem, 6 foram confirmadas a prisão. Temos indícios de autoria e materialidade. Outras seis, por falta de indícios foram soltas, mas, as investigações e o monitoramento dessas pessoas continuam
Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro

O que mais Cláudio Castro falou:

Outras duas pessoas foram detidas hoje por suspeita de envolvimento com os incêndios. O governador não detalhou as prisões.

As autoridades "chegaram muito perto" de prender o miliciano Zinho, um dos responsáveis por ordenar os ataques, e essa é uma das prioridades das autoridades.

A maioria da energia elétrica foi restabelecida e 80% da frota de ônibus da cidade funciona normalmente, assim como a operação dos trens, disse o governador.

"Orientação é ter toda a força do Rio de Janeiro nas ruas", disse o governador, que citou blindados, helicópteros, viaturas e drones em "alerta máximo".

Castro disse que "não vê o porquê" de uma nova intervenção federal no estado, já que faz diálogo constante com a pasta de Flávio Dino e considera a polícia preparada.

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Ele afirmou que as ações de ontem mostram "um desespero" por parte da milícia e reconheceu que o Rio é, hoje, um dos epicentros da criminalidade no Brasil, mas pregou a integração do país para resolver o que classificou como "questão nacional".

"Ou a gente endurece a legislação, como outros locais do mundo fizeram, ou a gente vai ter essa mistura de México com Colômbia que está se tornando a segurança pública", afirmou Castro, ao informar que marcou reunião com Arthur Lira e Rodrigo Pacheco para falar sobre o legislativo.

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