Conteúdo publicado há 3 meses

Cão dado como morto por pet shop aparece vivo após dias; polícia investiga

Um cão da raça yorkshire dado como morto pelos donos de um pet shop apareceu vivo dias depois em Bagé (RS). A polícia investiga o caso.

O que aconteceu

Os donos de Flash, de 13 anos, foram informados que o cão tinha morrido. Eles deixaram o animal no estabelecimento em 17 de novembro para fazer uma viagem de uma semana.

Flash teria se assustado durante uma tempestade e infartado, disse a veterinária aos tutores. A informação é do boletim de ocorrência registrado na polícia e também foi confirmada ao UOL pelo tutor do animal, Augusto Xavier.

Um saco com o que seria o corpo do animal foi entregue a um funcionário de uma propriedade da família para que ele fosse enterrado. O enterro em questão foi acompanhado pela veterinária, segundo o tutor de Flash.

O animal foi desenterrado depois que a família desconfiou que algo estava errado quando a dona do pet shop não quis devolver a coleira do animal. Segundo o tutor, dentro do saco foram encontrados materiais orgânicos de outros animais, como pedras vesiculares e órgãos.

A família usou as redes sociais para informar sobre o desaparecimento do animal e o recebeu de volta. Na última quarta-feira (29), uma mulher entrou em contato com os tutores afirmando ter encontrado o yorkshire.

A pessoa, que não foi identificada, afirmou que encontrou o animal no dia 24 e deu abrigo a ele desde então. Ela chegou a procurar o pet shop informando do aparecimento, segundo relato do tutor de Flash.

A pessoa que encontrou ele ligou para a pet shop e foi orientada a tirar o lenço dele, tirar a coleira dele, queimar e ficar com o cachorro, já que ela [responsável pelo pet shop] já tinha dado o cachorro como morto.
Augusto Xavier, tutor de Flash, ao UOL

O que diz o pet shop

A proprietária do estabelecimento afirmou que aguarda investigação policial e não vai se posicionar.

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Aguardamos a investigação da autoridade Policial, cuja orientação foi aguardar conclusão da oitiva de todos envolvidos. Por esses motivos - não tenho nenhuma declaração a prestar.
Pet Shop, em nota enviada ao UOL

O delegado responsável pelo caso, Caio Iamamura, afirmou que a suspeita prestou depoimento na DPPA (Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento) de Bagé. As investigações continuam.

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