Conteúdo publicado há 2 meses

Secretário de Segurança do RJ: 'Não se justifica um crime cometendo outro'

O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Victor Santos, disse em entrevista à GloboNews que grupo para "caçar ladrões" em Copacabana está sendo monitorado, e que "não se justifica um crime cometendo outro".

O que aconteceu

Novo secretário de Segurança disse que pasta e polícias não vão tolerar ação. "Temos equipes monitorando esse pessoal. A SSP e as polícias não serão condescendentes", afirmou Victor Santos, nomeado no fim de novembro.

Pode ser que tenham sido motivados pelo fato de ver o idoso ou qualquer outra pessoa ser vítima de violência, que tenha motivado a fazer justiça com as próprias mãos. Isso é errado, não se justifica um crime cometendo outro.
Victor Santos, secretário de Segurança do Rio de Janeiro

Santos lembrou ainda que incitação ao crime também é um delito. "Isso sem contar o crime que eventualmente vier a ser praticado", declarou. A pena é de três a seis meses de prisão, ou pagamento de multa, segundo o Código Penal.

"Justiceiro" é o "berço da milícia", diz secretário. Em entrevista a GloboNews, Santos afirmou que esses agressores "se acham a cima do bem e do mal" e resolvem fazer justiça com as próprias mãos, citando que antes das próprias milícias havia os grupos de extermínio. "Na realidade, é um copia e cola. Passam-se décadas e décadas. Criminosos, cada um com a sua motivação, procuram cometer crimes com o objetivo de evitar crimes. Na verdade, todos eles são criminosos".

Polícia investiga grupo

Vídeos publicados na noite de ontem mostram homens dizendo que vão espancar suspeitos de crimes. Outras gravações mostram um jovem negro ensanguentado e uma correria entre os bairros de Laranjeiras e Botafogo.

Polícia Civil diz que investiga o caso. Em nota enviada ao UOL, eles disseram que estão fazendo diligências para identificar os envolvidos.

Zona sul do Rio foi palco de crimes de grande repercussão recentemente. No fim de semana, um idoso ficou desacordado após ser agredido na avenida Nossa Senhora de Copacabana. Ele tentava ajudar uma mulher que tinha sido assaltada momentos antes.

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