Conteúdo publicado há 2 meses

Polícia investiga criação de grupo para 'caçar' ladrões em Copacabana

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga imagens de um grupo de homens que saiu às ruas para espancar suspeitos de roubos no Rio de Janeiro.

O que aconteceu

Vídeos que mostram homens prometendo espancar suspeitos de crimes foram publicados nas redes sociais na noite de ontem.

Em uma das imagens, é possível ver que os membros do grupo tentam esconder o rosto e gritam que "zona sul só tem playboy".

Em outro vídeo, um jovem negro aparece ensanguentado. Também é possível ver uma correria registrada entre os bairros de Botafogo e Laranjeiras, segundo publicações nas redes sociais.

Conversas em redes sociais também mostram pessoas prometendo levar paus e até mesmo um soco-inglês para espancar quem consideram infratores nas ruas.

A Polícia Civil afirmou que tomou conhecimento do ocorrido e disse que faz diligências para identificar os envolvidos e esclarecer os fatos. A informação foi dada em nota enviada ao UOL.

Secretário de Segurança diz que pasta monitora os suspeitos. "A SSP e as polícias não serão condescendentes", disse Victor Santos em entrevista à GloboNews.

O UOL buscou a Polícia Militar para saber se alguma tentativa de linchamento foi registrada nos bairros onde a movimentação dos grupos foi gravada e aguarda retorno.

Violência no Rio

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Em um dos casos recentes de violência registrados no bairro, um idoso foi agredido e acabou desacordado após ajudar uma vítima de assalto na avenida Nossa Senhora de Copacabana.

Câmeras de segurança gravaram a movimentação e mostraram que ele também teve os bens levados por um grupo quando estava caído no chão.

Outro caso terminou na morte de Leonardo Alves Quintanilha, 28, espancado durante um assalto em um ponto de ônibus.

Leonardo tinha levado um amigo até o ponto quando foi abordado por cinco suspeitos que saíram de um ônibus, levaram o celular dele e entraram em outro veículo.

Leonardo correu atrás dos suspeitos, ficou preso na porta do ônibus e foi arrastado por um quarteirão, segundo a família dele. A morte cerebral foi constatada ontem, quase uma semana após o crime.

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