Mancha em lagoa de Maceió não é de vazamento de mina, diz professor

A mancha branca que apareceu na lagoa Mundaú, em Maceió, não é substância vazada da mina 18, da Braskem, de acordo com o pesquisador Emerson Soares, especialista em ciências aquáticas.

O que aconteceu

A mancha é oriunda de detritos do solo da lagoa e não tem relação com substância química — na avaliação do professor da Ufal (Universidade Federal de Alagoas), que faz monitoramento frequente da lagoa. A mancha surgiu logo após o rompimento da mina ontem e assustou pescadores.

Foram realizadas desde ontem duas coletas e analisados 15 parâmetros em cada uma delas, na qual nenhuma foi detectada. Caso tivesse relação com a mina operada pela Braskem, teriam sido detectadas substâncias como cloreto de sódio, cálcio e magnésio em excesso.

O professor não deu prazo para o fim da análise que pretende explorar outros 150 parâmetros. O especilista afirmou, porém, que os principais foram descartados.

No laboratório vamos analisar os demais parâmetros, mas antemão não detectamos nenhuma substância que possa ser relacionada a possível vazamento da mina.

Temos sensores de salinidade entre outras substâncias espalhados em todos os pontos da lagoa e nenhum detectou nível acima do normal que possa prejudicar as espécies da região
Emerson Soares, professor da Ufal

Mortandade de sururu

Pescadores relacionaram a mortandade de peixes e sururu na lagoa, mas, para o professor, a causa é outra. "Ali tem algumas fontes de poluição oriundas da cidade de Maceió como esgoto que despeja muitos materiais, compostos, pesticidas, entre outros nutrientes que vêm a se somar nessa grande bolsa que é a Lagoa Mundaú",disse.

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Equipes de pesquisa vão se concentrar em 17 pontos da lagoa para coletar amostras da água para estudos. Desde o dia 2, o monitoramento foi intensificado na região e um comparativo deve ser concluído nos próximos dias.

É de conhecimento de todos que a lagoa é poluída, então nessas análises realizadas ontem e hoje foram detectadas traços de esgoto, além do problema já antigo como falta de alimento para o próprio sururu e a própria pesca que não respeita o período de crescimento
Emerson Soares, pesquisador

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