Conteúdo publicado há 1 mês

TV divulga pedido de socorro no acidente com Porsche: 'Parece inconsciente'

Um áudio divulgado pela TV Globo revela o pedido de socorro para o condutor do Porsche e seu amigo no acidente em São Paulo que matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos.

O que foi dito

A ligação ao Samu é atribuída à namorada de Marcus Vinicius Machado Rocha. Ele é amigo do motorista do carro de luxo, Fernando Sastre de Andrade Filho.

Boa noite, eu fiz um chamado agora e quero saber se vai demorar. Moça, pelo amor de Deus, ele [Marcus] está sentindo muita dor nas costas. Ele não está conseguindo respirar.
Namorada de Marcus

Ele não está conseguindo respirar, né? Você está perto dele?
Atendente

Tô, tô perto dele. Ele tá tentando controlar a respiração, mas não está conseguindo.
Namorada de Marcus

Dois carros colidiram. É isso?
Atendente

Isso.
Namorada de Marcus

São duas vítimas, aparentemente, é o que aparece aqui pra mim.
Atendente

São três vítimas, mas uma [Fernando], aparentemente, está bem e as outras duas [Marcus e Ornaldo] estão mal.
Namorada de Marcus

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Como os dois pacientes estão? Dois pacientes estão com falta de ar, e o outro?
Atendente

O outro [Ornaldo] parece que está inconsciente. É um outro rapaz que está cuidando dele, que abriu o chamado.
Namorada de Marcus

Entenda o caso

Colisão aconteceu na madrugada de 31 de março, na avenida Salim Farah Maluf. Testemunhas contaram à polícia que Fernando fez uma ultrapassagem em alta velocidade — o limite de velocidade na via é de 50 km/h — perdeu o controle e colidiu com traseira de um Sandero.

Fernando Sastre foi liberado da delegacia no dia 1º após prestar depoimento. Ele se apresentou à polícia 38 horas após ter deixado o local do acidente. "Ele falou só o básico para não se culpar", afirmou o delegado Nelson Vinicius Alves, acrescentando que Fernando estava frio e tranquilo durante o depoimento.

O condutor do Porsche foi indiciado por homicídio doloso - quando há intenção ou se assume o risco de matar. Ele também deve responder por fuga do local do acidente e lesão corporal, em razão dos ferimentos sofridos pelo passageiro que estava com ele. Inicialmente, o caso havia sido registrado como homicídio culposo (quando não há intenção de matar).

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A Justiça de São Paulo negou dois pedidos de prisão temporária de Fernando, feitos pela Polícia Civil. Na última decisão, proferida na segunda-feira (8), o magistrado argumentou que prisão foi negada em razão da ausência dos requisitos e fundamentos autorizadores "da custódia cautelar".

Defesa de Fernando diz ser "prematuro" julgar as causas do acidente. Em nota, os advogados Carine Acardo Garcia e Merhy Daychoum defendem que suposições não devem ser realizadas, já que os laudos periciais não foram concluídos, e afirmam que o homem não fugiu do local do acidente.

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