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Líder na periferia, Russomanno quer pais consertando escolas municipais

Cumprindo agenda na Associação Comercial de São Paulo, Celso Russomanno também defendeu videogame em sala de aula - Reprodução
Cumprindo agenda na Associação Comercial de São Paulo, Celso Russomanno também defendeu videogame em sala de aula Imagem: Reprodução

Wanderley Preite Sobrinho

Do UOL, em São Paulo

13/10/2020 11h53

Candidato líder nas pesquisas na periferia de São Paulo, o apresentador Celso Russomanno (Republicanos) prometeu hoje na Associação Comercial de São Paulo governar "da periferia para o centro". Dentre suas propostas, defendeu videogame em sala de aula e que os pais dos alunos cuidem da manutenção das escolas municipais.

A última pesquisa Datafolha indica que o apoio a Russomanno vem principalmente por liderar a intenção de votos nessa região. Ele está na frente entre os que ganham até dois salários mínimos (34%), evangélicos (39%), quem tem somente Ensino Fundamental (36%) e de cor parda (32%).

Na Associação, o candidato disse que as escolas na periferia fecham seus portões aos finais de semana, privando os jovens de utilizarem a estrutura para lazer e estudo. O resultado, diz, é que as unidades "são frequentemente invadidas e depredadas nos finais de semana".

"Se os pais estiverem nessas escolas, eles vão acompanhar a aprendizagem dos filhos e melhorar a situação", afirmou. "Por que a sociedade não pode assumir as escolas aos finais de semana?"

Os pais pintam, consertam e cuidam das escolas (...) Se os pais estiverem cuidando das escolas nos finais de semana, os filhos não vão depredar
Celso Russomanno, candidato a prefeito

Videogame

Russomanno defendeu ainda adoção de "centros de games" nas salas de aula por meio de "computadores patrocinados pela iniciativa privada".

Segundo o candidato, "uma criança que joga game é mais ativa e rápida de pensamento do que quem não joga".

"Ele aprende inglês porque as instruções [dos jogos] são em inglês. Você pode usar esses computadores doados para ensinar informática", disse.

Cracolândia: "não adianta internar à força"

Ao contrário de outros candidatos conservadores, como Arthur do Val (Patriota), Russomano criticou a internação compulsória de dependentes de crack.

"Essas pessoas têm de ser tratadas junto com a família e não adianta internar à força. O serviço social tem de ter contato com a família", disse. "A gente precisa também das igrejas. Onde você tem uma religião, você tem uma conduta."

Criminalidade

Ainda acenando para os subúrbios, Russomanno disse que "o jovem na periferia não tem oportunidade" de emprego. Ele lembrou que o adolescente só pode trabalhar a partir dos 16 anos, idade próxima ao alistamento militar, o que dificulta a contratação por parte das empresas.

"Aí ele volta aos 18 anos e o empresário precisa de pessoa capacitada", disse. "Ele está excluído. Mas do lado da casa dele, tem um jovem com carro, levando 4, 5 garotas para o cinema e olha para esse jovem e diz, 'é meu ídolo'."

"Esse jovem excluído infelizmente vai para o crime", disse. "Somos culpados, e me culpo como empresário."