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Candidato a vereador é preso em flagrante pela polícia em São Gonçalo (RJ)

Valmir Santos Filho, candidato a vereador em São Gonçalo (RJ) como Nem da Pank Motos - Reprodução/Instagram
Valmir Santos Filho, candidato a vereador em São Gonçalo (RJ) como Nem da Pank Motos Imagem: Reprodução/Instagram

Do UOL, em São Paulo

03/11/2020 20h18Atualizada em 05/11/2020 20h30

A Polícia Civil divulgou hoje que prendeu em flagrante Valmir Santos Filho, candidato a vereador em São Gonçalo (RJ), na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Registrado no pleito como Nem da Pank Motos (PSL), ele foi preso porque foram encontradas peças roubadas em sua mecânica na cidade fluminense. Em nota, o candidato alegou "perseguição política" na ação.

A operação na qual o candidato foi preso tinha como objetivo apurar indícios de lavagem de dinheiro do tráfico em estabelecimentos comerciais da região. Segundo a Polícia Civil, a suspeita é de que o traficante Antonio Ilario Ferreira, chefe do tráfico de drogas da comunidade do Salgueiro e conhecido como Rabicó, utilize o comércio local para lavar seus ganhos ilegais.

A Decon (Delegacia do Consumidor) foi responsável por fiscalizar os estabelecimentos e uma farmácia foi interditada por apresentar irregularidades. Remédios não tinham registros de entrada de notas fiscais e a movimentação de produtos controlados não constava corretamente no SNGPC (Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados), entre outras irregularidades.

Valmir Santos Filho acabou preso pela ilegalidade na mecânica porque, de acordo com a polícia, também possui "diversas farmácias" na região.

A Polícia Civil afirmou que as investigações ainda terão prosseguimento para apurar se o candidato a vereador tem ligação com a chefia do tráfico local.

Candidato vê "perseguição política"

Em nota enviada ao UOL, a assessoria de Valmir Santos Filha afirmou que o candidato "sofreu uma grave perseguição política" com a ação policial. Ele reconheceu que é sócio de uma rede de farmácias e dono da mecânica, mas justificou que "atua há pelo menos oitos anos no ramo sem qualquer comprovação ou acusação de irregularidades".

A nota ainda afirma que o candidato foi prestar depoimento na Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio de Janeiro, sem oferecer resistência. Segundo a assessoria, as peças que a polícia alega serem roubadas eram "sucatas de peças abandonadas por clientes em sua oficina mecânica".

"A assessoria da campanha repudia qualquer associação do candidato aos crimes de lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas, ambas não encontram qualquer lastro de realidade, e representam uma clara tentativa de desgastar a imagem de Nem da Pank Motos a menos de duas semanas do pleito municipal", finaliza a nota.

A assessoria também informou no dia 5 que o candidato foi liberado um dia após ser detido.