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Rio: PF faz operação contra crimes eleitorais e investiga ação de milícia

Do UOL, em São Paulo

12/11/2020 07h37Atualizada em 12/11/2020 10h18

A Polícia Federal deflagrou hoje uma operação para investigar suposta prática de organização criminosa e lavagem de dinheiro ligados a crimes eleitorais.

Segundo a PF, foi identificado que integrantes de uma das maiores milícias do Rio de Janeiro estariam almejando cargos no Legislativo e no Executivo, nas eleições deste ano, para retomar poder na zona oeste da cidade.

A ação, batizada de "Sólon", cumpre 12 mandados de busca e apreensão em casas, comitês de campanhas e empresas ligadas aos envolvidos.

A Polícia Federal não divulga nomes dos alvos de operações, mas, segundo a Globonews, os irmãos Natalino José Guimarães e Jerônimo Guimarães Filho, conhecido como Jerominho, apontados como fundadores da Liga da Justiça, estão entre os alvos. Os dois são, respectivamente, ex-deputado estadual e ex-vereador.

Segundo as autoridades, por meio de análise de relatórios de inteligência financeira, "verificaram-se movimentações financeiras atípicas nas empresas ligadas aos investigados, sendo que tais valores possivelmente seriam destinados nos gastos de campanhas eleitorais."

Na casa de um dos alvos, a PF informou ter encontrado R$ 141 mil em dinheiro e US$ 2.500.

Os mandados foram expedidos pela 16ª Zona Eleitoral, especializada na prática de crimes praticados por organização criminosa, de lavagem de dinheiro e outros ilícitos, conexos a crimes eleitorais.

Não houve prisões em razão da lei que proíbe o cumprimento de mandados de prisão de candidatos a menos de 15 dias para o pleito e de eleitores a menos de 5 dias do dia de votação.

Condenação

Jerominho foi condenado em março de 2009 a 10 anos e meio de prisão, por formação de quadrilha armada e envolvimento com a milícia Liga da Justiça, que atuava na zona oeste do Rio. Ele foi solto em outubro de 2018.

Além de Jerominho, também foram condenados na época Natalino, o ex-policial Ricardo Teixeira Cruz, conhecido como Batman, e o filho de Jerominho, o ex-PM Luciano Guinâncio Guimarães.

Jerominho cumpriu pena no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. Natalino ficou preso na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

* Com informações da Agência Brasil