Topo

Abílio Júnior (Podemos) e Emanuel Pinheiro (MDB) vão ao 2° turno em Cuiabá

Abílio Júnior (Podemos) e Emanuel Pinheiro (MDB) são candidatos à prefeitura de Cuiabá - Reprodução/Facebook/Arte-UOL
Abílio Júnior (Podemos) e Emanuel Pinheiro (MDB) são candidatos à prefeitura de Cuiabá Imagem: Reprodução/Facebook/Arte-UOL

Gabriela Brito

Colaboração para o UOL

15/11/2020 22h54Atualizada em 16/11/2020 00h55

Abílio Júnior (Podemos) e o atual prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) vão disputar o segundo turno pela Prefeitura de Cuiabá.

Com 100% das urnas apuradas, Abílio ficou com 33,72% dos votos e Emanuel, 30,64%.

Com a maior coligação, com 12 partidos que vão de PCdoB a PSDB, Emanuel conseguiu o dobro de tempo de campanha na TV em relação ao segundo candidato com mais tempo, Roberto França (Patriota), que não conseguiu votos suficientes para passar ao segundo turno.

Antes de ser prefeito, Emanuel Pinheiro, 55, já foi deputado estadual do Mato Grosso por quatro mandatos, entre 1995 e 2003 e entre 2011 e 2017. Ficou conhecido nacionalmente após a divulgação de vídeo exibido no Jornal Nacional em 2017, em que recebe o dinheiro de suposta propina e guarda no paletó. Ele foi denunciado por participar de esquema conhecido como mensalinho na época em que era deputado. Apesar disso, a "CPI do Paletó" teve relatório final derrubado por vereadores governistas e a comissão acabou paralisada. Por isso, não houve impeditivo para sua candidatura este ano.

Contrariando seu partido, Emanuel também articulou candidatura do seu filho Emanuelzinho (PTB) à prefeitura de Várzea Grande, segunda cidade mais populosa do estado, atrás apenas da capital. Pinheiro é filho do ex-deputado federal Emanuel Pinheiro da Silva Primo.

Abílio Júnior, 36, foi vereador da cidade eleito em 2016. É ligado à igreja evangélica e apoiador do presidente Jair Bolsonaro. Em seu horário eleitoral na TV, exibiu um ator representando o adversário Emanuel Pinheiro que contava dinheiro fazendo referência à "turma do paletó".

Cassado em março deste ano por quebra de decoro parlamentar, decisão que o tornaria inelegível por oito anos, foi autuado por coação de servidores, invasão de privacidade, desacato e gravação ilegal. Abílio teria cometido abuso de autoridade ao invadir a Secretaria Municipal da Mulher e gravado vídeo exigindo informações aos servidores. Entretanto, a cassação foi anulada em maio por irregularidades na tramitação do processo e ele retornou ao cargo.

Ao assumir em primeiro de janeiro de 2021, um dos dois vai governar uma cidade de 600 mil pessoas. Segundo pesquisa do Ibope realizada neste mês, eleitores da cidade querem que as prioridades do futuro prefeito sejam a saúde, o combate à corrupção e a educação.