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"Mentira que esperamos campanha acabar para falar a verdade", diz Covas

Covas acusou seus adversários de criarem "fake news" sobre informação oficial de que não há segunda onda de covid-19 em São Paulo - Mariana Pekin/UOL
Covas acusou seus adversários de criarem "fake news" sobre informação oficial de que não há segunda onda de covid-19 em São Paulo Imagem: Mariana Pekin/UOL

Wanderley Preite Sobrinho

Do UOL, em São Paulo

23/11/2020 10h17

Candidato à reeleição, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), acusou seus adversários de criarem "fake news" sobre a informação oficial de que não há segunda onda de covid-19 na capital paulista. Em entrevista hoje cedo à Rádio Capital, o candidato disse ser "mentira" a sugestão de que ele está apenas esperando a campanha eleitoral acabar para admitir a segunda onda de contágio.

Essa questão de que estamos esperando a campanha [acabar] pra falar a verdade, isso é mentira, coisa de quem não tem o que fazer, não tem o que mostrar e acaba inventando noticia falsa assim
Prefeito Bruno Covas, candidato à reeleição

"Isso é fake news", afirmou. "A gente teve coletiva na quinta (19) mostrando que os dados em São Paulo estão estáveis, não há nenhuma segunda onda na cidade."

Covas disse estar com a "consciência muito tranquila", que "tem atuado com total transparência, mostrando a realidade a ser enfrentada" e que as acusações "não têm nenhum respaldo na realidade".

Ele acusou "algumas pessoas" de quererem "politizar o coronavírus", um tema "que é da ciência".

"Não há nenhuma segunda onda", voltou a repetir antes de lembrar que a pandemia ainda não acabou e, por isso, "as pessoas precisam lembrar de usar máscara, álcool em gel, lavar as mãos".

Doria

O prefeito-candidato voltou a justificar as razões para ter escondido o governador João Doria (PSDB) de sua campanha. Para Covas, "não tem sentido ele largar o governo do estado para focar na cidade de São Paulo".

"Se o governador estivesse 100% ao meu lado, iam reclamar que ele deixou o governo do estado pra fazer campanha pra mim", disse. "O candidato sou eu. A população quer saber o que eu faço e o que eu quero fazer."