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Boulos liga crescimento em pesquisa a tempo de TV: "quebrando preconceitos"

Guilherme Boulos durante debate promovido pela TV Bandeirantes; maior tempo de televisão no segundo turno - Kelly Fuzaro/TV Bandeirantes
Guilherme Boulos durante debate promovido pela TV Bandeirantes; maior tempo de televisão no segundo turno Imagem: Kelly Fuzaro/TV Bandeirantes

Do UOL, em São Paulo

25/11/2020 10h50

O candidato do PSOL à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, creditou o crescimento apontado na pesquisa Datafolha a sua campanha na televisão. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Boulos disse que a maior exposição no segundo turno está permitindo a "quebra de preconceitos" e um maior conhecimento sobre a candidatura rival, de Bruno Covas (PSDB).

"No primeiro turno o jogo é muito desigual, tinha 17 segundos na TV e Rádio, Covas tinha 4 minutos. Agora é igual. Isso me permitiu praticamente um ponto por dia nos últimos 5 dias, de acordo com o Datafolha, As pessoas estão tendo a oportunidade de me conhecer melhor, de quebrar estereótipos, preconceitos, combater mentiras... A televisão chega para mais gente", disse.

A pesquisa Datafolha divulgada ontem mostrou crescimento de Guilherme Boulos nas intenções de votos totais - que contemplam brancos, nulos e indecisos -, de 35% para 40%. Covas se manteve com 48%. Já entre os votos válidos, Boulos oscilou de 42% para 45%, e Covas foi de 58% para 55%. As duas variações ocorreram dentro da margem de erro, que é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Boulos ainda disse que o conhecimento de suas propostas já era maior entre os mais jovens, mas que o segundo turno está ampliando o alcance. "Com a televisão estamos conseguindo chegar em mais gente", disse.

Para o candidato do PSOL, os eleitores também estão tendo acesso a mais informações sobre chapa de Bruno Covas. Ele citou especificamente o candidato a vice, Ricardo Nunes (MDB).

"(Os eleitores) estão tendo oportunidade na reta final de conhecer coisas sobre Bruno Covas e sua chapa, sobretudo seu vice, que não tinham tido acesso até então. Maioria das pessoas não sabia quem era o vice", disse.

"E vamos dizer, governo do PSDB sabemos quem começa e não sabemos quem termina. Teve o Serra, o Doria (que deixaram o cargo para concorrer ao governo de São Paulo). E o vice do Covas está envolvido em suspeita de desvio de dinheiro de aluguel de imóvel para creche. Recebeu também acusação de agressão a mulher. Pessoas estão começando a ver, Isso tem gerado crescimento na nossa candidatura e estou muito esperançoso que esse crescimento vai seguir", completou.

O vice de Covas é citado em investigação sobre a máfia das creches em São Paulo, que apura supostos desvios em creches geridas por entidades terceirizadas. Também há contra ele um boletim de ocorrência registrado por sua esposa, que alegava estar sendo ameaçada.

Ontem, Bruno Covas falou sobre o caso. "A esposa dele diz que não houve nenhuma agressão, ele não responde a nenhum processo judicial. Ele conhece as pessoas ali da zona sul de São Paulo, mas em nenhum momento se beneficia disso. Então, portanto, boto minha mão no fogo. Uma pessoa preparada, vai me ajudar muito a governar a cidade pelos próximos quatro anos."

O vereador Ricardo Nunes e a mulher viveram em união estável por 12 anos e ela registrou o boletim de ocorrência sete meses depois do término, que teria acontecido por culpa do ciúme excessivo do marido. Inconformado com a separação, o candidato a vice teria feito ameaças e ofendido a ex-mulher. Mais tarde, eles reataram o relacionamento.