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Boulos: Abismo social torna a cidade refém de insegurança e conflagração

Leonardo Martins

Colaboração para o UOL, em São Paulo

26/11/2020 11h42Atualizada em 26/11/2020 17h45

Guilherme Boulos, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSOL, disse hoje que a desigualdade social na cidade é um problema que interessa ser resolvido tanto para classes mais ricas quanto para classes mais pobres. Para Boulos, o "abismo social" gera insegurança e conflitos para toda a população.

"Eu acredito firmemente que o combate à desigualdade é bom para todo mundo, não só para as pessoas que vão receber políticas sociais. Esse abismo é péssimo, não só para quem mora no Jardim Ângela ou em Cidade Tiradentes [bairros do extremo sul de São Paulo], esse abismo vai tornando, também, a cidade refém de uma insegurança, de uma conflagração. Isso não interessa a ninguém", disse o candidato em sabatina do UOL em parceria com a Folha de S.Paulo.

Para ilustrar a questão, o candidato usou como exemplo o último estudo do Mapa da Desigualdade, elaborado pela Rede Nossa São Paulo. O levantamento apontou que um morador do Jaçanã, na zona norte de São Paulo, tem 17,1 vezes mais chance de ser internado por uma doença que poderia ser controlada com atenção básica e prevenção do que alguém de Moema, bairro nobre da zona sul.

"Nós queremos construir uma cidade com mais espaços de convívio, com mais igualdade e menos segregação. Eu acho que tem pessoas que atuam no setor privado que concordam com esse modelo e, por isso, se aproximaram da nossa candidatura", disse.

No próximo domingo, o prefeito Bruno Covas e Guilherme Boulos duelam no segundo turno pela Prefeitura de São Paulo. Covas liderou a corrida no primeiro turno, recebendo 32,85% dos votos válidos. Boulos ficou em segundo lugar, com 20,24%.

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