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Bolsonaro volta a falar que militares fiscalizarão inexistente sala do TSE

O presidente Jair Bolsonaro (PL) em entrevista ao Alerta Especial, da TV A Crítica - Reprodução/YouTube/TV A Crítica
O presidente Jair Bolsonaro (PL) em entrevista ao Alerta Especial, da TV A Crítica Imagem: Reprodução/YouTube/TV A Crítica

Do UOL, em São Paulo

22/09/2022 22h52

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a falar hoje sobre a ideia de militares em fiscalizar a "sala secreta" do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) durante a eleição, prevista para o dia 2 de outubro, durante entrevista ao apresentador Sikêra Júnior, da TV A Crítica, no Amazonas.

A totalização dos votos nas eleições brasileiras não é feita em uma sala secreta. Na verdade, o trabalho é realizado em dois espaços distintos: a Seção de Totalização e Divulgação dos Resultados e a sala-cofre, citada por Bolsonaro, localizados na STI (Secretaria de Tecnologia da Informação), em um prédio anexo à sede do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em Brasília.

"As Forças Armadas foram convidadas para participar de uma comissão eleitoral. Apresentou sugestões. Parte das sugestões foi acolhida", disse Bolsonaro.

As informações que eu tenho aqui é que as Forças Armadas pretendem colocar técnicos deles dentro da sala cofre do TSE, uma sala aqui que ninguém sabe o que acontece lá dentro, assim como a Polícia Federal parece que vai fazer a mesma coisa e a Controladoria-Geral da União também deve fazer a mesma coisa. Entendo que a chance de desvio corrupção diminui bastante. Não zera. Zeraria com o voto impresso. Presidente Jair Bolsonaro, na entrevista

Vinte funcionários trabalham na Seção de Totalização e Divulgação dos Resultados, que não é um local secreto, como mostrou a colunista do UOL Carolina Brígido. A equipe desenvolve o programa de totalização dos votos e fiscaliza o funcionamento dos softwares não só no dia da votação, mas também antes da eleição.

O espaço pode receber a visita de qualquer pessoa, desde que devidamente identificada na portaria no TSE. Ali, no dia da eleição, integrantes de partidos, membros do Ministério Público e de entidades fiscalizadoras podem acompanhar o funcionamento do sistema na totalização dos votos. O acesso segue as diretrizes de segurança do TSE.