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Ipec em MG: Zema lidera com 45%; Kalil cresce cinco pontos, chegando a 34%

Do UOL, em São Paulo

27/09/2022 19h20Atualizada em 27/09/2022 22h08

Ipec - Pesquisa muito confiável -  -

Pesquisa Ipec, realizada com entrevistas pessoais, contratada pela TV Globo e divulgada hoje, aponta que o atual governador, Romeu Zema (Novo), segue na liderança para o governo de Minas Gerais. O candidato à reeleição oscilou para baixo na margem de erro em relação ao levantamento anterior, passando de 46% para 45% das intenções de voto.

O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD), por outro lado, cresceu cinco pontos, passando de 29% para 34% no cenário estimulado, ou seja, quando os eleitores recebem uma lista prévia com os nomes dos candidatos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa aponta Zema com 51,7% dos votos válidos — quando são excluídos brancos, nulos e indecisos — o que indica a possibilidade de vitória em 1º turno. Por conta da margem de erro, o governador tem entre 49,7% e 53,7% dos votos válidos. Segundo a Lei das Eleições do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), para o candidato vencer a eleição sem necessidade de 2º turno ele precisa de 50% dos votos válidos mais 1.

Em seguida, aparece Carlos Viana (PL), que oscilou para baixo, passando de 4% para 3% dos votos. Os demais tiveram 1% cada um. Os candidatos Cabo Tristão (PMB) e Lourdes Francisco (PCO) não pontuaram. Brancos e nulos somam 6%. Não sabem 8%.

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores de Minas Gerais entre os dias 24 e 26 de setembro, com custo de R$ 155.760,86. A confiabilidade, segundo o instituto, é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número MG-00909/2022.

Cenários de primeiro turno

Estimulada

  • Romeu Zema (Novo): 45%
  • Alexandre Kalil (PSD): 34%
  • Carlos Viana (PL): 3%
  • Vanessa Portugal (PSTU): 1%
  • Lorene Figueiredo (PSOL): 1%
  • Marcus Pestana (PSDB): 1%
  • Renata Regina (PCB): 1%
  • Indira Xavier (UP): 1%
  • Branco/nulo: 6%
  • Não sabem: 8%

Votos válidos:

  • Romeu Zema (Novo): 51,7%
  • Alexandre Kalil (PSD): 39%
  • Carlos Viana (PL): 3,4%
  • Vanessa Portugal (PSTU): 1,1%
  • Lorene Figueiredo (PSOL): 1,1%
  • Marcus Pestana (PSDB): 1,1%
  • Renata Regina (PCB): 1,1%
  • Indira Xavier (UP): 1,1%

Espontânea - Diferença é de 7 pontos percentuais

O Ipec também fez um levantamento espontâneo, ou seja, quando os eleitores indicam em quem pretendem votar sem a apresentação prévia dos nomes. A diferença entre Zema e Kalil caiu de 14 pontos percentuais para 7.

O atual governador oscilou negativamente, de 34% para 32%. Já o ex-prefeito de Belo Horizonte cresceu, passando de 20% para 25%.

Lorene Figueiredo (PSOL), Lourdes Francisco (PCO), Marcus Pestana (PSDB) e Vanessa Portugal (PSTU) não pontuaram. Cabo Tristão (PMB), Renata Regina (PCB) e Indira Xavier (UP) não foram citados.

  • Romeu Zema (Novo): 32%
  • Alexandre Kalil (PSD): 25%
  • Carlos Viana (PL): 2%
  • Outras respostas: 1%
  • Em branco/nulo/nenhum: 7%
  • Não sabe/Não respondeu: 32%

Segundo turno

A pesquisa ainda testou um possível segundo turno entre Zema e Kalil. Este cenário mostrou que o atual governador caiu de 53% para 50%, enquanto o ex-prefeito da capital mineira cresceu nas intenções de voto, passando de 33% para 37% das intenções de voto.

  • Romeu Zema (Novo): 50%
  • Alexandre Kalil (PSD): 37%
  • Branco/nulo: 6%
  • Não sabe/Não respondeu: 7%

Rejeição

O Ipec também testou a rejeição dos eleitores aos nomes dos candidatos ao governo de Minas Gerais. Já o cenário de rejeição mostrou que Kalil oscilou para cima na margem de erro em relação ao levantamento anterior, passando de 23% para 24%.

Já a rejeição a Zema aumentou. Na pesquisa anterior, o atual governador não seria escolhido de jeito nenhum por 18%, e agora é rejeitado por 22%.

Além disso, 14% dos eleitores disseram que poderiam votar em qualquer um dos candidatos. Outros 26% não souberam responder.

Confira os resultados:

  • Alexandre Kalil (PSD): 24%
  • Romeu Zema (Novo): 22%
  • Carlos Viana (PL): 9%
  • Cabo Tristão (PMB): 7%
  • Vanessa Portugal (PSTU): 6%
  • Marcus Pestana (PSDB): 5%
  • Indira Xavier (UP): 4%
  • Renata Regina (PCB): 4%
  • Lorene Figueiredo (PSOL): 3%
  • Lourdes Francisco (PCO): 3%
  • Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 14%
  • Não souberam: 26%

Senado - Cleitinho e Alexandre Silveira empatam em primeiro

O Ipec fez um levantamento sobre as intenções de voto para o Senado por Minas Gerais. Cleitinho Azevedo (PSC) ficou estável com os mesmos 23% da pesquisa anterior, e há empate técnico no primeiro lugar, já que Alexandre Silveira (PSD) cresceu três pontos percentuais, passando de 18% para 21%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Já Marcelo Aro (PP) oscilou um ponto percentual e passou de 11% para 12%. Os demais candidatos aparecem empatados entre si na margem de erro.

Pesquisa estimulada:

  • Cleitinho Azevedo (PSC): 23%
  • Alexandre Silveira (PSD): 21%
  • Marcelo Aro (PP): 12%
  • Pastor Altamiro Alves (PTB): 3%
  • Bruno Miranda (PDT): 3%
  • Sara Azevedo (PSOL): 3%
  • Dirlene Marques (PSTU): 1%
  • Irani Gomes (PRTB): 1%
  • Naomi de Almeida (PCO): 1%
  • Branco/nulo: 12%
  • Não sabem: 21%

Pesquisa espontânea:

No cenário espontâneo - quando os eleitores não recebem uma lista de nomes e podem apontar o candidato de sua preferência -, Cleitinho e Silveira empatam com 13% das intenções de voto.

Marcelo Aro aparece na sequência, com 7%, e não alcança os demais. Já Bruno Miranda (PDT) tem 1%. Os eleitores que ainda não sabem em quem votar ou preferem não opinar são 54%.

  • Cleitinho Azevedo (PSC): 13%
  • Alexandre Silveira (PSD): 13%
  • Marcelo Aro (PP): 7%
  • Bruno Miranda (PDT): 1%
  • Outros: 2%
  • Branco/nulo: 10%
  • Não sabem: 54%

    Sobre o instituto

    O Ipec foi fundado em fevereiro de 2021 por ex-executivos do Ibope, que encerrou suas atividades em janeiro por conta do fim de um acordo de licenciamento da marca após 79 anos. O Ipec aborda entrevistados em suas casas, localizadas em áreas estabelecidas conforme distribuição do eleitorado brasileiro.