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Rafael Correa vence no primeiro turno e reelege-se presidente do Equador

Do UOL*, em São Paulo

17/02/2013 22h48

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) confirmou os resultados das pesquisas e deu a vitória nas eleições presidenciais a Rafael Correa, após a apuração de quase 40% dos votos.

"A possibilidade de um aumento significativo ou uma queda significativa do candidato à reeleição é impossível", disse o presidente do CNE, Domingo Paredes, em entrevista ao canal público "Ecuador TV".

Correa, que, um pouco antes, já havia se proclamado vencedor das eleições presidenciais, dedicou a vitória ao colega e aliado venezuelano, Hugo Chávez, que se recupera em Cuba de uma cirurgia contra um câncer.

"Aproveito a oportunidade para dedicar esta vitória a esse grande líder latino-americano que mudou a Venezuela, comandante Hugo Chávez Frías", exclamou Correa durante uma entrevista coletiva no palácio presidencial de Carondelet, no centro colonial de Quito.

Rafael Correa

  • Guillermo Granja/Reuters ? 10.nov.2012

    Quem é: Formado economista nos Estados Unidos, chegou à Presidência em 2007, após surpreender e derrotar o magnata Álvaro Noboa, e foi reeleito em 2009. Como presidente, alinhou o Equador ao grupo de Hugo Chávez, convocou uma Assembleia Constituinte, que promulgou uma nova Constituição em setembro de 2008, reviu contratos com multinacionais do petróleo e renegociou a dívida externa.

    Partido/Coalizão: Aliança País

    Propostas: Diversificar a economia do país, acabando com a dependência das exportações de petróleo; aumentar o controle sobre o mercado; universalizar o acesso à saúde e à educação; erradicar a miséria; aumentar a transparência e combater a corrupção; democratizar o acesso aos meios de comunicação e regular a mídia.

O presidente socialista desejou a Chávez "uma pronta recuperação e o melhor dos futuros para sua queridíssima Venezuela. Eu o admiro muito."

Correa considerou um exagero de um setor da imprensa privada que Chávez seja apresentado como líder da esquerda latino-americana, e negou ter interesse em herdar esta influência diante de uma ausência do governante venezuelano.

"Estamos construindo isso juntos. É a imprensa, são certos grupos, que colocam Hugo como líder, o caudilho, e que todos estamos atrás, quando nós que o conhecemos sabemos que ele é a pessoa mais simples do mundo", afirmou.

Falando em nome de Chávez e de seus colegas de Argentina, Bolívia e Nicarágua, e dos líderes cubanos - Raúl e Fidel Castro-, Correa afirmou que "não buscamos nada para nós, e sim estaremos onde formos mais úteis para nossas pátrias pequenas e para a pátria grande", referindo-se aos respectivos países e à América Latina.

Sobre o caso do fundador do portal WikiLeaks, o australiano Julian Assange, asilado na embaixada do Equador em Londres, Correa disse que o caso deve ser solucionado com rapidez, e que isso depende da Europa. "O que existe é uma situação diplomática que tem que ser solucionada o mais rapidamente possível, e tudo está nas mãos da Europa."

"O Equador fez o que deveria fazer no exercício de sua soberania", insistiu Correa, defendendo a decisão de proteger Assange, a quem a Grã-Bretanha não concedeu um salvo-conduto para que deixe Londres.

O presidente equatoriano assinalou que "é um caso que foi analisado profundamente, e ficou evidente que, sim, havia um risco à sua vida. Por esse asilo, não entendemos por que pode existir um problema entre a Grã-Bretanha e o Equador."

"Não pode existir um problema por causa de um asilo, isto é neocolonialismo", afirmou Correa. (Com agências internacionais)

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