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Jovem africana luta por asilo para não se tornar a 14ª esposa de rei polígamo

Daily Mail
Tintswalo Ngobeni (à esq.) fugiu da Suazilândia para não ser obrigada a casar com o rei Mswati 3º (à dir.) Imagem: Daily Mail

Do UOL, em São Paulo

19/05/2013 11h29Atualizada em 21/05/2013 11h03

A jovem Tintswalo Ngobeni, 22, luta para conseguir asilo político na Inglaterra depois de fugir de seu país natal, a Suazilândia (África), onde o rei Mswati 3º a escolheu sete anos atrás para ser sua 14ª noiva, segundo o jornal Daily Mail. Seu primeiro pedido de abrigo ao governo inglês foi negado em 2011.

Conheça a Suazilândia

Nome oficial:Reino da Suazilândia
Capital:Mbabane
Linguas oficiais:Inglês e suázi
Religião:Protestante, cristã africana, animista e católica
Moeda:Lilangeni
Natureza do Estado:Monarquia parlamentarista

De acordo com a tradição da Suazilândia, o monarca polígamo pode escolher uma nova mulher virgem a cada ano para integrar seu harém.

Ngobeni mora atualmente em Birmingham, na Inglaterra, e disse que ficou "horrorizada" quando ficou sabendo das intenções do rei. "Ele ficava me ligando na escola e perguntava se eu queria ser parte da família real. Não quero passar a vida inteira me dedicando a um rei".

"Não tive opção. Ninguém nunca contraria o rei, então eu precisei desaparecer". Desde que chegou à Europa, Ngobeni tem criticado abertamente o regime opressivo da Suazilândia, onde os partidos de oposição estão banidos e a prisão de dissidentes é comum.

Segundo ela, as esposas do rei ficam dentro do palácio cercadas por guarda-costas, e raramente podem sair do local. "Uma vez por ano Mswati as leva para os Estados Unidos para que comprem roupas, e só", disse.

Ngobeni afirmou ter informações de que funcionários das forças de segurança da Suazilândia estão na Inglaterra para tentar repatria-la à força ou pressionar as autoridades inglesas. "Tenho medo. Se eu voltar provavelmente serei presa, ou algo pior pode acontecer".

Em abril ela chegou a ser detida pelas autoridades da imigração, e passou algumas horas em um centro de detenção provisória - local onde imigrantes ilegais aguardam deportação -, mas foi liberada em seguida após pressão de advogados e grupos de defesa dos direitos humanos.