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Coordenador da escola resgatado do naufrágio comete suicídio na Coreia do sul

Equipes de resgate instalam boias marcando o local onde a balsa Sewol naufragou na costa da Coreia do Sul - Yonhap/Reuters
Equipes de resgate instalam boias marcando o local onde a balsa Sewol naufragou na costa da Coreia do Sul Imagem: Yonhap/Reuters

Do UOL, em São Paulo

18/04/2014 08h25Atualizada em 18/04/2014 14h41

O coordenador da escola Danwon, em Ansa, de onde 325 estudantes saíram para uma viagem de quatro dias na balsa que afundou na Coreia do Sul, foi encontrado morto nesta sexta-feira (18). Ele se enforcou em uma árvore, segundo informações da polícia local.

Kang Min Kyu, 52, estava a bordo da balsa Sewol, juntamente com outros professores e os alunos, quando a embarcação teve problemas e afundou a 20 km da costa sul-coreana. O barco estava a apenas três horas de seu destino final, a Ilha de Jiju. O vice-diretor, cargo equivalente a coordenador, estava entre os primeiros passageiros resgatados pelas equipes que chegaram ao local, após a balsa emitir pedido de socorro.

Kang Min Kyu teria usado um cinto para se enforcar em uma árvore perto de um ginásio em Jindo, onde os familiares dos passageiros estão acampados. A polícia não informou se ele deixou um bilhete explicando as razões de sua morte.

Até o momento, 179 passageiros foram resgatados com vida. O número de mortos subiu para 28.

As equipes de mergulhadores, que incluem oficiais das Forças Especiais da Coreia do Sul, estão correndo contra o tempo para tentar encontrar sobreviventes. Um grupo conseguiu entrar no navio pela primeira vez nesta quinta-feira.

Quatro dos especialistas fizeram um buraco no casco e conseguiram entrar na cafeteria do navio às 10h05 (horário local, 22h05 de quinta-feira, 17, em Brasília), onde usaram uma corda de guia para explorar o interior, informou a Guarda Costeira sul-coreana. Entretanto, a força da água forçou sua saída do navio. Eles não encontraram corpos durante a busca.

“A corda que ligava o barco afundado e o navio de resgate foi cortada”, informou a Guarda Costeira. “Mas a entrada para a embarcação está aberta e nós vamos retomar a operação e entrar novamente no navio para buscar sobreviventes”.

Os mergulhadores procuram os 270 passageiros, a maioria estudantes de ensino médio, que podem ter ficado presos na embarcação após o afundamento que aconteceu na manhã da quarta-feira (16).$escape.getH()uolbr_geraModulos('embed-infografico','/2014/naufragio-de-balsa-em-seul-na-coreia-do-sul-1397768276453.vm')

Até esta sexta-feira, uma parte do casco do navio ainda estava visível para fora da água. Por causa das fortes correntezas, a balsa afundou mais na água. "O barco não está estável e isso coloca a vida dos mergulhadores em risco”, afirmou o capitão da Marinha dos Estados Unidos, Heidi Agle em entrevista à rede americana de televisão CNN. A Marinha americana está ajudando as autoridades sul-coreanas com a busca a sobreviventes.

Ainda não se sabe o que causou o acidente. Um promotor afirmou que o capitão não estava ao leme no momento em que a balsa começou a afundar.

“Não está claro onde [o capitão] estava quando acontece o acidente, mas é certo que ele não estava na cabine de controle”, afirmou nesta sexta-feira o promotor Jae-Eok Park.

O capitão Lee Joon Suk está entre os 179 resgatados, após o naufrágio. Diante da revolta dos familiares dos estudantes a bordo, ele chegou a pedir desculpas. “Não tenho palavras”, afirmou.

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