Trump ataca a imprensa em comício na Flórida

  • Kevin Lamarque/Reuters

    O presidente dos EUA, Donald Trump, faz comício do aeroporto de Melbourne, na Flórida

    O presidente dos EUA, Donald Trump, faz comício do aeroporto de Melbourne, na Flórida

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a atacar a imprensa do país, desta vez em um "comício pela América" neste sábado (18), em Melbourne, na Flórida.

"Quero falar com vocês sem o filtro das 'fake news' [notícias falsas], disse Trump diante de centenas de pessoas. "Eles estão se tornando uma grande parte do problema. Eles são parte de um sistema corrupto."

"Mas apesar de todas as suas mentiras, suas deturpações e suas falsas histórias, eles não puderam nos derrotar nas primárias ou nas eleições gerais", acrescentou.

Trump, que completa um mês na Presidência nesta segunda-feira (20), tem tornado a imprensa um de seus alvos favoritos.

Ontem, no Twitter, ele postou que "a mídia das notícias falsas (os fracassados @nytimes, @NBCNews, @ABC, @CBS, @CNN) não é meu inimigo, é inimigo do Povo Americano!"

No dia anterior, em pronunciamento antes de coletivo, ele acusou a imprensa de ser "tão desonesta" e a responsabilizou pelo mau relacionamento com a Rússia.

Imigração

O comício foi aberto pela primeira-dama, Melania Trump. Ela rezou um pai-nosso e falou por alguns minutos, antes de dirigir a palavra ao marido.

"Não sabia que Melania ia começar com uma oração, isso foi bem bonito", disse Trump.

O presidente usou o comício também para defender suas medidas de imigração.

"O resumo é o seguinte: Nós temos de manter nosso país seguro. Veja o que está acontecendo na Alemanha", afirmou, em referência à política de portas abertas aos refugiados adotada pelo país europeu. 

O governo da chanceler (premiê) alemã corre o risco de perder as eleições federais deste ano, em parte devido a questionamentos dessa política.

"Apagar as fronteiras não deixa o nosso povo mais seguro ou mais próspero. Mina nossa democracia. Veja o Brexit', disse. 

Sobre imigrantes ilegais nos EUA, Trump falou: "Que saiam daqui! Que voltem de onde vieram!"

Spencer Platt/Getty Images/AFP
Manifestantes fazem funeral simbólico pela "Presidência dos EUA" em Nova York

Protesto

Milhares de manifestantes saíram neste sábado às ruas de várias cidades dos Estados Unidos para protestar contra o aumento de batidas e as políticas migratórias de Trump.

Em Los Angeles, cerca de 5.000 pessoas se manifestaram contra as ações executivas de Trump, que amplia os critérios de detenção e deportação por parte do Serviço de Imigração e Alfândegas (ICE, em inglês), assim como em rejeição aos mais de 160 imigrantes ilegais detidos na área este mês.

"Todos os dias Trump está assinando uma ordem executiva, todos os dias esta falando contra os imigrantes, então todos os dias nós vamos sair para as ruas para nos manifestar e armar a resistência", disse à Agência Efe Pablo Alvarado, diretor da Rede Nacional de Jornaleiros.

A manifestação em Los Angeles, realizada dias depois de uma concentração no centro da cidade, reuniu imigrantes de diversas nacionalidades e idades.

Da mesma maneira, com palavras de ordem, cerca de 2.000 pessoas se manifestaram em Dallas, no Texas, enquanto em Indianápolis, os filhos de imigrantes ilegais defenderam o direito a ter uma família unida.

"Orgulhosa de ser filha de imigrantes", podia-se ler no cartaz que levava a menor de seis anos de idade Viviana Torres nesta cidade.

As baixas temperaturas não evitaram que perto de mil pessoas saíssem às ruas de Mineápolis, em Minnesota, para se unir ao chamado nacional, enquanto em Nova Orleans um "funeral pelas políticas da administração Trump" percorreu as ruas da cidade.

As ações de protesto continuarão no domingo em cidades como Chicago, Oregon, Washington, Nova York, entre outras. (Com agências internacionais)

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