Coreia do Norte dispara 'projétil não identificado' ao mar

Em Seul

  • KCNA/via Reuters

    19.mar.2017 - O líder norte-coreano, Kim Jong-un, acompanha teste de motor de alta propulsão em jato, em Pyongyang

    19.mar.2017 - O líder norte-coreano, Kim Jong-un, acompanha teste de motor de alta propulsão em jato, em Pyongyang

A Coreia do Norte disparou nesta quarta-feira (4) um projétil não identificado - supostamente um míssil balístico - sobre o mar do Japão, informou o Ministério da Defesa da Coreia do Sul.

"A Coreia do Norte disparou um projétil não identificado sobre o mar do Japão esta manhã a partir de Sinpo", um porto do leste do país, informou o ministério em um comunicado.

O projétil foi lançado às 6h42 (do dia 5, horário de Seul), de um local nas proximidades de Sinpo, ainda de acordo com o Ministério da Defesa sul-coreano. Ele percorreu uma distância de cerca de 60 km no ar.

O Comando Pacífico dos EUA detectou o lançamento às 11h42 (horário do Havaí), segundo nota. 

Uma fonte do governo americano disse à CNN que a avaliação é de que o disparo foi de um míssil balístico de médio alcance do tipo KN-15.

"O Comando de Defesa Aeroespacial Norte-Americano determinou que o lançamento de míssil da Coreia do Norte não representa um perigo para a América do Norte, afirmou o porta-voz Dave Benham, do Comando Pacífico.

Visita chinesa

O disparo ocorre na véspera de encontro entre os líderes dos EUA, Donald Trump, e da China, no resort Mar-a-Lago, na Flórida.

No domingo (2) , Trump afirmou que os Estados Unidos estão prontos para agir sozinhos caso a China não aumente a pressão contra o programa nuclear norte-coreano, em entrevista ao jornal "Financial Times".

"A China tem grande influência sobre a Coreia do Norte. A China é que vai decidir se nos ajuda com a Coreia do Norte ou não. Se o fizer, será muito bom para a China, e se não o fizer, não será bom para ninguém. Se a China não resolver [a questão com a] Coreia do Norte, nós vamos."

Questionado sobre como o faria, Trump limitou-se a afirmar que não seria como "os Estados Unidos de antes, que anunciavam onde iam atacar no Oriente Médio".

Membros da política externa do governo Trump emitiram comentários semelhantes em relação à China.

Em entrevista ao show político This Week, da emissora ABC, a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, concordou que a China precisa cooperar na abordagem com Pyongyang. "Eles precisam pressionar a Coreia do Norte. O único país que pode detê-la é a China. E eles sabem disso."

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