Governo Trump prende mais imigrantes em comparação a 2016

Do UOL, em São Paulo

  • David McNew/ AFP

    Agente patrulha muro na fronteira entre EUA e México em San Ysidro, Califórnia

    Agente patrulha muro na fronteira entre EUA e México em San Ysidro, Califórnia

O número de pessoas presas por agentes de imigração nos primeiros meses do governo Trump aumentou quase 40% em comparação com o ano passado.

Agentes da imigração dos EUA prenderam 41.300 imigrantes suspeitos de estarem ilegalmente no país entre 22 de janeiro e 29 de abril. Donald Trump tomou posse no dia 20 de janeiro deste ano. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (17).

A agência americana de imigração disse que 30.000 imigrantes foram presos no mesmo período em 2016, ainda no governo do democrata Barack Obama.

Um em cada quatro imigrantes detidos este ano não tinha acusações formais.

O número de pessoas deportadas dos EUA caiu sob a presidência de Donald Trump, segundo a Associated Press.

Trump tem tentado limitar a entrada de imigrantes nos EUA. Em março, Trump aprovou um veto migratório que suspendia durante 90 dias os vistos aos imigrantes de seis países de maioria muçulmana (Irã, Síria, Sudão, Líbia, Somália e Iêmen) e durante 120 o programa de amparo de refugiados.

Ao contrário do veto anterior, de janeiro, Trump deixou fora da suspensão de vistos os cidadãos iraquianos e os dessas seis nações que já gozam de residência permanente. Além disso, eliminou a suspensão permanente ao amparo de refugiados sírios e suprimiu as referências religiosas.

O presidente americano tomou a decisão de apresentar um segundo veto depois de receber vários revezes judiciais com o anterior. No entanto, esse segundo veto migratório também foi bloqueado pela Justiça americana.

No mês passado, o procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, anunciou que o governo de Donald Trump enviará mais juízes de imigração aos centros de detenção da fronteira com o México e haverá um maior empenho em castigar pessoas sem documentos que reingressarem ao país depois de serem deportadas.

"Para aqueles que continuam tentando entrar de maneira ilegal neste país, estejam advertidos, esta é uma nova era, esta é a era Trump", disse Sessions durante uma entrevista na cidade fronteiriça de Nogales, no Arizona.

Com o muro fronteiriço com o México como pano de fundo, o procurador-geral reiterou que o governo Trump manterá uma luta frontal contra a imigração sem documentos, bem como contra organizações criminosas, cartéis de droga e gangues.

"É aqui, ao longo da fronteira, que gangues transnacionais como a MS-13 e os cartéis internacionais inundam nosso país de droga e deixam morte e violência. E é aqui onde os criminosos sem documentos, os coiotes e os falsificadores de documentos buscam derrotar nosso sistema legal de imigração", completou.

Sessions disse ter escrito a todos os procuradores federais do país para avisar-lhes que o procedimento contra aqueles que violam as leis de imigração é uma prioridade.

Assim, os indocumentados que reingressarem ao país depois de terem sido deportados enfrentarão acusações criminais, se forem constatados certos agravantes, especialmente em casos de pessoas relacionadas com quadrilhas ou que, sob seu ponto de vista, representem um risco para a segurança pública.

Também serão castigados duramente aqueles que traficam pessoas sem documentos, especialmente os que ajudam criminosos e membros de gangues a cruzar a fronteira.

Os procuradores federais poderão ainda apresentar acusações contra os indocumentados pelo uso de documentos falsos ou o roubo de identidade agravado, o que poderia levar-lhes a uma sentença de um mínimo de dois anos de prisão.

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