Polícia teme não conseguir identificar todos os mortos na torre Grenfell, diz jornal

Do UOL, em São Paulo

  • Hannah McKay/Reuters

    Bombeiros trabalham em escala hidráulica para inspecionar a torre Grenfell no 3º dia de buscas por vítimas do incêndio da quarta-feira (14)

    Bombeiros trabalham em escala hidráulica para inspecionar a torre Grenfell no 3º dia de buscas por vítimas do incêndio da quarta-feira (14)

A Polícia Metropolitana de Londres disse que algumas das pessoas mortas no incêndio que destruiu a torre Grenfell na quarta-feira (14) podem nunca vir a ser identificadas, informou nesta sexta-feira (16) a rede "BBC".

"Existe o risco de que, infelizmente, não possamos identificar todos", disse o comandante da polícia, Stuart Cundy. Segundo ele, o número de mortos também pode aumentar consideravelmente, podendo ultrapassar os 60. Por enquanto, 30 mortes foram confirmadas.

Nesta sexta-feira (16), as equipes dos bombeiros entram no terceiro dia de buscas por corpos, já que as autoridades acreditam ser muito difícil encontrar alguém ainda com vida. O trabalho, no entanto, pode durar meses. 

O tabloide "The Sun" fez uma lista com 65 pessoas que estão desaparecidas e que podem ter morrido na tragédia.

Segundo o jornal "The Guardian", a polícia londrina já abriu inquérito para apurar causas e responsabilidades no caso.

Na quinta-feira (15), a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, disse que ordenaria às autoridades policiais a abertura de investigação pública, porque a população "merece respostas", especialmente sobre o porquê de o fogo ter se espalhado tão rapidamente. Em cerca de meia hora, metade do edifício residencial de 24 andares já havia sido comprometida.

Uma das linhas iniciais de trabalho da polícia será verificar se foi instalado no prédio, em reforma milionária feita em 2016, um tipo de revestimento amplamente proibido em edifícios altos dos Estados Unidos em 2012, por ser altamente inflamável.

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