Senadora que amamentou no Parlamento da Austrália renuncia por ter dupla cidadania

Do UOL, em São Paulo

  • AAP/Lukas Coch/via REUTERS

    Australiana Larissa Waters amamenta no Senado da Austrália, em junho

    Australiana Larissa Waters amamenta no Senado da Austrália, em junho

A senadora australiana Larissa Waters, famosa por ter sido a primeira política a amamentar no plenário do Parlamento da Austrália, renunciou ao cargo nesta terça-feira (18) após descobrir que tem dupla cidadania - o que a torna, de acordo com a lei do país, inelegível para o Congresso do país.

Waters nasceu em Winnipeg, no Canadá, em 1977, filha de pais australianos. Ela chegou à Austrália antes de seu primeiro aniversário. A ex-senadora disse que optou por não pedir a cidadania canadense ao longo de sua vida, mas não sabia de uma mudança na lei, na época de seu nascimento, que a transformou cidadã canadense automaticamente por ter nascido no país.

Ela ocupava o cargo havia seis anos. É o segundo caso do tipo em poucos dias: na semana passada, o senador Scott Ludlam renunciou após descobrir que era cidadão neozelandês, em um caso semelhante ao de Larissa Waters. Ambos são do Partido Verde, que manterá as cadeiras no Parlamento.

Segundo a Constituição australiana, um 'cidadão de um poder estrangeiro' não é elegível ao Parlamento.

"São muitos os políticos no Senado e na Câmara dos Deputados federal que nasceram em outro país, e pode haver outros que precisarão fazer essa mesma revelação constrangedora", disse Larissa Waters após a renúncia. "Mas eu posso sair de cabeça erguida sabendo que, no momento em que descobri, tomei a decisão de revelar e, infelizmente, renunciar."

A primeira a amamentar

A ex-senadora se tornou notória após amamentar a filha Alia Joy, de dois meses, durante uma votação no Senado em maio. Ela repetiu o gesto em junho, dessa vez no momento em que aprovava uma moção na Casa e falava ao microfone.

O Senado permitia amamentação na Casa desde 2003, mas nenhum parlamentar havia feito o gesto até então. Na Câmara dos Deputados da Austrália, o ato só passou a ser permitido no ano passado.

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