Coreia do Norte faz novo lançamento de míssil balístico intercontinental

Do UOL, em São Paulo

  • Wong Maye-E/ AP

    O ditador norte-coreano Kim Jong-un

    O ditador norte-coreano Kim Jong-un

A Coreia do Norte lançou nesta sexta-feira (28) um novo projétil balístico intercontinental em direção ao Mar do Japão. O voo do míssil foi mais longo que os anteriores e caiu no oceano, segundo informações da Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos.

Autoridades americanas já tinham antecipado que o governo norte-coreano preparava um novo lançamento de míssil balístico. Este é o segundo lançamento feito neste mês; o primeiro foi em 4 de julho, quando foi realizado o teste com um foguete intercontinental (ICBM). "O míssil foi lançado de Mupyong-ni e percorreu cerca de 1.000 quilômetros antes de cair no Mar do Japão. Estamos trabalhando com agências parceiras para ter uma avaliação mais detalhada", disse o Pentágono em nota.

Segundo o Ministério da Defesa japonês, ele pode ter caído em águas da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do Japão. O projétil voou durante 45 minutos antes de cair em águas da ZEE de Japão ao oeste da ilha setentrional de Hokkaido, sem que se tenha detectado danos relacionados com seu impacto, segundo o ministro porta-voz do Executivo, Yoshihide Suga, em entrevista à imprensa. O voo é cerca de 5 minutos mais longo que o realizado pelo foguete intercontinental testado em 4 de julho.

O porta-voz do Pentágono, capitão Jeff Davis, disse que o lançamento ocorreu por volta das 11:45 (horário de Brasília), já à noite na Coreia do Norte. O míssil voou cerca de 1.000 quilômetros antes de cair no mar. Para ser um míssil intercontinental, capaz de atingir o território dos EUA, por exemplo, é preciso voar por pelo menos 5.500 quilômetros.

O míssil foi lançado em uma trajetória ascendente, limitando a distância lateral viajada. Davis não elaborou como os cálculos foram feitos, mas em teoria, o alcance de um míssil balístico pode ser estimado pela altitude que ela alcança e pela distância lateral que ela viajou.

O novo teste armamentista norte-coreano também foi detectado pela Coreia do Sul, o que levou o governo de Moon Jae-in a convocar uma reunião de emergência, segundo a agência "Yonhap".

A Coreia do Norte ainda não confirmou o lançamento. A TV estatal norte-coreana já tinha encerrado a transmissão diária quando a notícia do lançamento foi veiculada, por volta da meia-noite no horário de Pyongyang. Em geral, a Coreia do Norte leva horas e às vezes dias antes de anunciar um teste de míssil. O anúncio é feito, de modo geral, no jornal controlado pelo partido no poder ou pelo noticiário na TV estatal.

Um teste realizado à noite é raro na Coreia do Norte. Em geral, o país conduz seus testes de mísseis ou de bombas pela manhã. A capacidade do país de lançar um míssil à noite e de uma província remota como Jagang demonstra a versatilidade operacional do país. Para ter um poder real de dissuasão, é importante a Coreia do Norte provar que pode fazer lançamentos de qualquer lugar e quando quiser, tornando difícil aos observadores militares estrangeiros detectarem suas atividades com antecedência.

A Coreia do Norte pretende desenvolver um míssil capaz de lançar uma ogiva nuclear no território continental dos Estados Unidos. O tiro de 4 de julho, efetuado no Dia da Independência dos EUA, foi um desafio ao presidente Donald Trump.

Entenda o programa de mísseis norte-coreano

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