Xingamento e indiretas marcam guerra verbal entre EUA e Coreia do Norte

Do UOL, em São Paulo

Donald Trump tinha menos de um mês como presidente dos EUA quando a Coreia do Norte fez seu primeiro teste de míssil. Na época, Trump parecia não se envolver muito. Disse que estava "100% apoiando o Japão", país ameaçado pelo disparo, e que "a Coreia do Norte está se portando muito mal. "Eles vêm 'brincando' com os EUA durante anos e a China fez muito pouco para ajudar".

Em certo momento, Trump até sugeriu se encontrar com o líder norte-coreano Kim Jong-un. O tom é muito diferente das últimas declarações, em que Trump fala em "fogo e fúria" e "arsenal nuclear".

Enquanto isso, a Coreia do Norte provocava os EUA não só com teste de míssil, mas também com comunicados duros divulgados pela sua agência de notícias oficial, a KCNA. Os americanos, por exemplo, foram chamados de "bastardos" pelo regime de Kim Jong-un. "Os bastardos americanos não vão ficar muito contentes com esse presente enviado pelo aniversário de 4 de Julho", disse o regime. Foi na data que os EUA comemoram sua independência que a Coreia do Norte realizou um bem sucedido teste de míssil balístico intercontinental.

Na última semana, a troca de ameaças atingiu o seu ponto mais tenso.

O presidente americano Donald Trump disse na terça-feira (8) que a Coreia do Norte "vai se deparar com fúria e fogo jamais vistos no mundo" se não deixar de ameaçar o seu país, após as últimas sanções impostas pela ONU ao regime norte-coreano como punição pelos lançamentos de mísseis.

O regime de Kim Jong-un respondeu dando detalhes de um plano para bombardear a ilha de Guam, em cujas bases americanas estão estacionados os bombardeiros estratégicos que o Pentágono envia regularmente à Península Coreana e que na última terça-feira voltaram a voar próximo da Coreia do Norte.

Na sequência, Trump disse na quarta-feira (9) que, se Kim Jong-un ordenasse um ataque contra a ilha de Guam, teria como resposta "uma ação jamais vista por alguém na Coreia do Norte".

Os testes contínuos de armas realizados pela Coreia do Norte desde o início do ano aumentaram enormemente a tensão na península e Washington endureceu sua retórica, com o governo Trump insinuando em várias ocasiões a possibilidade de realizar um ataque preventivo contra o regime comunista.

Esta última possibilidade preocupa muito a Coreia do Sul e o Japão, onde uma resposta de Pyongyang a um ataque poderia custar muitas vidas.

O regime de Pyongyang disse na quinta-feira (10) que prepara um plano para disparar em meados de agosto mísseis de médio alcance perto das águas territoriais de Guam, ilha americana no Pacífico Ocidental e sede de uma base naval estratégica.

Na sexta-feira (11), Trump deu mais um aviso à Coreia do Norte afirmando que as armas norte-americanas estão prontas e carregadas. "Com sorte, Kim Jong-un encontrará outro caminho", acrescentou o presidente dos EUA.

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