Trump ameaça Rússia e anuncia novo ataque a mísseis a Síria; Kremlin rebate

O presidente norte-americano, Donald Trump, usou o Twitter para ameaçar a Rússia com o anúncio de um novo ataque a mísseis na Síria, em retaliação à acusação de que o governo de Bashar al-Assad, aliado do Kremlin, teria conduzido um ataque químico contra rebeldes em Duma, próximo a Damasco, no último fim de semana.

"A Rússia promete derrubar todos os mísseis disparados contra a Síria. Prepare-se, Rússia, porque eles chegarão, lindos, novos e 'inteligentes'! Não deveriam ser sócios de um animal assassino com gás que mata seu povo e aprecia", escreveu Trump no Twitter.

O presidente norte-americano não esclareceu em sua postagem quanto o novo ataque será realizado --na segunda-feira (9), ele prometeu uma resposta norte-americana ao suposto ataque químico.

Pior momento desde Guerra Fria

Na sequência da postagem, Trump disse que as relações entre Rússia e EUA estão em seu "pior momento na história, incluindo durante a Guerra Fria". "Não há motivo para isso. A Rússia precisa de nós para que a ajudemos com sua economia, algo que seria muito fácil de fazer, e precisamos que todas as nações trabalhem juntas. Parar a corrida armamentista?", sugeriu Trump.

O governo Trump bombardeou uma base militar do governo de Assad, no ano passado, após a acusação de que o governo sírio teria conduzido um ataque com gás sarin na cidade de Khan Sheikhun, deixando mais de 80 mortos, incluindo crianças. A Rússia negou que a Síria tivesse conduzido um ataque químico e condenou a ofensiva norte-americana.

Rússia diz que ataques dos EUA apagariam evidências

Em resposta, a Rússia insinuou que ataques americanos serviriam para apagar as evidências de que o regime sírio não usou armas químicas --na terça, a Síria concordou com a entrada de uma organização que fiscaliza o uso desse tipo de armamento, a Opaq, para investigar o bombardeio em Duma.

"A ideia seria apagar rapidamente os vestígios das provocações com o lançamento de mísseis inteligentes, e assim os investigadores não teriam nada a achar como provas", disse Maria Zakharova, porta-voz da diplomacia russa, no Facebook.

Ela também afirmou que os mísseis de Trump deveriam ser dirigidos contra os terroristas, defendendo o regime Assad. "Os mísseis 'inteligentes' devem voar na direção dos terroristas e não do governo legítimo sírio, que luta há vários anos contra o terrorismo internacional em seu território."

Por último, ela provocou Trump por seu questionamento com relação ao combate à corrida armamentista. "Boa ideia! Há uma oferta para começar com a destruição de armas químicas. Americanas", escreveu.

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