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Novo alerta de bomba fecha prédio administrativo do Parlamento venezuelano

Reprodução/Twitter/@unidadvenezuela
16.mai.2019 - Prédio administrativo do Parlamento venezuelano é fechado por alerta de bomba, o segundo contra o legislativo esta semana Imagem: Reprodução/Twitter/@unidadvenezuela

Do UOL, em São Paulo*

2019-05-16T12:13:21

16/05/2019 12h13

O prédio administrativo do Parlamento da Venezuela foi fechado hoje depois de ser recebido um novo alerta de bomba contra o Poder Legislativo, cuja sede principal também ter tido um alarme de explosivos anteontem.

Uma fonte do departamento de comunicações do Parlamento informou que um funcionário achou uma maleta suspeita no segundo andar do prédio, que fica a poucos metros do Palácio Federal Legislativo, onde os deputados se reúnem.

Na sua conta do Twitter o próprio Parlamento também informou sobre o fato, sem acrescentar mais detalhes.

A Agência Efe constatou que os funcionários administrativos abandonaram o edifício e aguardavam pelo esquadrão antibombas enquanto comentavam o fato.

Este é o segundo alarme de bomba no Parlamento esta semana e a terceira este ano, depois de uma em janeiro passado, quando começou o atual período legislativo, e outra nesta terça-feira, que fez com que as sessões da casa fossem suspensas.

O líder do Legislativo, Juan Guaidó, disse na terça-feira que a presença policial na sede do Parlamento era um "sequestro" da Assembleia Nacional, advertindo que os deputados se reunirão "mesmo que seja na rua".

Apoiadores de Maduro deixam embaixada

A oposição venezuelana informou hoje que os apoiadores de Nicolás Maduro que ocupava a embaixada do país em Washington, Estados Unidos, deixaram o prédio hoje. O embaixador designado por Guaidó, Carlos Vecchio, agradeceu pelo Twitter o governo americano pelo apoio contra o que ele chamou de "usurpação da embaixada". Ele deve ocupar o lugar esta tarde.

A diretora nacional do grupo Code Pink, Ariel Gold, que apoia os ativistas, contou à agência Efe que os quatro últimos ativistas foram detidos.

Por mais de 30 dias, um grupo de americanos do Coletivo para a Proteção da Embaixada (Embassy Protection Collective) viveu na sede, com o consentimento do governo de Nicolás Maduro.

O objetivo dos ativistas, que denunciam a existência de um projeto de golpe contra Maduro, era impedir a entrada dos representantes do líder opositor venezuelano Juan Guaidó após a partida dos últimos diplomatas venezuelanos em 24 de abril.

O governo venezuelano classificou como um "ato de soberba" por parte dos Estados Unidos a retirada de militantes legalistas da embaixada da Venezuela em Washington, o que considerou também como uma violação ao direito internacional.

"Mais uma vez o governo (de Donald) Trump mostra que a verdade dói e reage com soberba violando o Direito Internacional", escreveu no Twitter o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza.

*(Com EFE e AFP)

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