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Manifestante joga álcool e coloca fogo em policial em protesto no México

Policial é surpreendido por manifestante, pelas costas, no México - Reprodução/El Universal
Policial é surpreendido por manifestante, pelas costas, no México Imagem: Reprodução/El Universal

Do UOL, em São Paulo

05/06/2020 21h35

Um manifestante jogou álcool e colocou fogo em policial, durante protestos violentos em Guadalajara, no estado de Jalisco, no México, por causa da morte de um jovem que foi preso e depois apareceu morto.

No vídeo, o policial aparece em sua moto, estacionada próximo ao Centro Universitário Azteca, quando é surpreendido, pelas costas, por um manifestante. O indivíduo joga álcool, em seguida coloca fogo no militar e foge. (Assista ao vídeo abaixo)

Desesperado, o policial desce imediatamente da moto e rola no chão na tentativa de apagar o fogo. Ele é socorrido por outros policiais e até mesmo outros manifestantes. Segundo a imprensa local, o policial teve apenas ferimentos leves.

Dezenas de pessoas saíram às ruas pedindo justiça para Giovanni López, de 30 anos, que morreu no início de maio na localidade de Ixtlahuacán de los Membrillos, a 40 quilômetros de Guadalajara, no oeste do país. Houve confrontos entre manifestantes e policiais.

O caso, denunciado pelos familiares de López apenas nesta semana, teve enorme repercussão nas redes sociais.

O rapaz, que trabalhava na construção civil, foi preso no dia 4 de maio, supostamente, por não usar máscara de proteção enquanto transitava pela rua. Um vídeo divulgado na internet mostra que o jovem, foi detido de forma violenta, diante de familiares, por dezenas de policiais, que o levaram a uma delegacia.

A família afirma que não teve notícias de López até o dia seguinte à prisão, quando a polícia os informou que ele havia sido transferido em estado grave para o Hospital Civil de Guadalajara, onde acabou morrendo no mesmo dia.

Segundo parentes, quando o Serviço Médico Forense liberou o corpo, foi possível ver que o jovem tinha recebido vários golpes e um tiro de arma de fogo na perna esquerda.

Os familiares relataram ter recebido ameaças de morte após exigirem esclarecimentos e revelaram que o prefeito de Ixtlahuacán de los Membrillos, Eduardo Cervantes, lhes ofereceu 200 mil pesos (em torno de 46 mil reais) para que não publicassem o vídeo com imagens de sua detenção. O prefeito nega a acusação.

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