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Trump compartilha carta em que manifestantes são chamados de terroristas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o dedo em frente ao rosto - Alex Wong/Getty Images
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o dedo em frente ao rosto Imagem: Alex Wong/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

05/06/2020 11h01

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou ontem uma carta no Twitter que se refere aos manifestantes pacíficos que foram dispersos à força de um parque perto da Casa Branca na noite da última segunda-feira (1) como "terroristas".

A carta é de John Dowd, que atuou como advogado de Trump e parece responder ao ex-secretário de Defesa James Mattis, que criticou a resposta do republicano aos atos pela morte de George Floyd, um homem negro, após uma ação policial em Minneapolis.

"Os manifestantes falsos perto de Lafayette (em Washington) não foram pacíficos e não são reais", afirmou a carta de Dowd, sem citar nenhuma evidência.

"Eles são terroristas que usam ódio ocioso para preencher alunos para queimar e destruir. Eles estavam abusando e desrespeitando a polícia quando a polícia estava preparando a área para o toque de recolher de 19:00".

A carta foi condenada pela Modern Military Association of America, uma organização sem fins lucrativos para a comunidade militar e veterana de LGBTQ.

"Donald Trump acabou de cruzar uma linha muito séria que exige condenação rápida e vigorosa por todos os membros do Congresso", disse a diretora executiva interina do grupo, a veterana da Força Aérea Jennifer Dane à rede de TV norte americana CNN.

"Promover uma carta que rotula os cidadãos americanos que exercem pacificamente seus direitos da Primeira Emenda como 'terroristas' é uma violação flagrante de seu juramento de preservar, proteger e defender a Constituição dos Estados Unidos. Agora, mais do que nunca, é absolutamente crucial que Trump seja responsabilizado por suas ações imprudentes ".

Na última segunda-feira, Trump anunciou que pode mobilizar militares para "acabar com os protestos" que vêm tomando conta do país. Naquele dia, o republicano foi à igreja St. John's, localizada na Praça Lafayette, perto da Casa Branca, e posou para fotos segurando uma Bíblia, enquanto manifestantes eram dispersados com bombas de gás lacrimogêneo.

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