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Policial do caso George Floyd é questionado em mercado: 'sente remorso?'

J. Alexander Kueng foi ao supermercado após deixar a prisão sob pagamento de fiança - Reprodução/Twitter
J. Alexander Kueng foi ao supermercado após deixar a prisão sob pagamento de fiança Imagem: Reprodução/Twitter

Do UOL, em São Paulo

22/06/2020 09h24

Um dos quatro policiais envolvidos na morte de George Floyd foi abordado e questionado por uma mulher no último final de semana em um supermercado na cidade de Plymouth, que fica próxima a Minneapolis. O agora ex-agente, demitido por envolvimento no caso, foi às compras pouco tempo após ser libertado mediante pagamento de fiança, na última sexta-feira (19).

J. Alexander Kueng pagou US$ 750.000 (quase R$ 4 milhões) para responder ao processo em liberdade. Acusado de homicídio junto com os outros três policiais envolvidos na abordagem, ele foi flagrado fazendo compras e causou indignação de uma mulher que começou a filmá-lo. Perguntado se era um dos policiais do caso Floyd, ele confirmou: "sim, sou eu".

A mulher então continuou questionando Kueng sobre sua presença no supermercado. "Como se você não tivesse matado aquele homem", disse ela, afirmando que ele "não deveria ter esse direito" de deixar a prisão sob o pagamento de fiança.

Logo no início da abordagem, a mulher pergunta se ele está confortável fazendo compras. "Eu não diria confortável, eu diria comprando itens básicos", responde o ex-policial.

Diante dos questionamentos, Kueng então se dirige ao caixa e não responde mais às perguntas da mulher, que continua indignada com a situação. "Você matou alguém a sangue frio", diz ela. "Você sente algum remorso pelo que fez?", questiona, ficando sem resposta.

"Queremos você na cadeia", reforça a mulher. "Você não vai poder sair confortavelmente por Minnesota assim", completa ela, se referindo ao fato de Plymouth ficar no mesmo estado do local da morte de Floyd, ocorrida em Minneapolis, no último dia 25 de maio.

J. Alexander Kueng é um dos quatro agentes envolvidos no caso que repercutiu no mundo e causou uma onda de protestos antirracistas. O jovem Kueng, de 26 anos, estava apenas no seu terceiro turno como policial quando acompanhou a abordagem que teve Derek Chauvin, um oficial branco, como protagonista da morte de Floyd, ao asfixiar o homem negro com o joelho sobre seu pescoço.

Chauvin segue preso, assim como o oficial Tou Thao, enquanto mais um policial já foi libertado sob fiança. No último dia 10, Thomas Lane deixou a prisão. Todos os quatro agentes podem ser condenados a até 40 anos de detenção.

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