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George Floyd foi sufocado durante 7 minutos e 46 segundos, dizem promotores

"Eu não consigo respirar": frase dita por Floyd virou símbolo nos protestos pelo mundo - Lisa Maree Williams/Getty Images
"Eu não consigo respirar": frase dita por Floyd virou símbolo nos protestos pelo mundo Imagem: Lisa Maree Williams/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

18/06/2020 11h03Atualizada em 18/06/2020 14h01

Os promotores de Minnesota, nos Estados Unidos, afirmaram que Floyd foi asfixiado com o joelho de Derek Chauvin durante 7 minutos e 46 segundos — diferentemente dos 8 minutos e 46 segundos, marca que ficou registrada para protestar contra a violência policial nos atos antirracistas.

O escritório do advogado do condado de Hennepin, Mike Freeman, um dos promotores, disse em comunicado que "o erro de um minuto não fez diferença" na decisão de acusação e nem "nas contínuas audiências legais".

Segundo a agência Associetad Press (AP), a queixa inicial de 29 de maio contra Derek Chauvin — agora preso — contava com o tempo de 8 minutos e 46 segundos sufocando Floyd. Na acusação de homicídio contra o ex-policial, a mesma duração foi apresentada.

As informações sobre a abordagem se basearam em imagens de vídeos feitos por pessoas que passavam no momento. E, de acordo com a AP, a ação durou um minuto a menos do que foi divulgado.

"Esses tipos de questões técnicas podem ser tratadas em futuras emendas à queixa criminal, se outros motivos tornarem necessário alterar a queixa", continuou o comunicado do escritório de Mike Freeman.

George Floyd, de 46 anos, morreu após ser sufocado com o joelho durante a abordagem policial em 25 de maio. Durante o tempo em que seu pescoço foi pressionado, Floyd repetia: "eu não consigo respirar". Momentos depois, ele fica inconsciente.

A morte dele gerou protestos durante as semanas seguintes. As manifestações pediam o fim da violência policial contra a população negra e a valorização das vidas dos afro-americanos.

Os quatro policiais envolvidos no caso foram presos. Derek Chauvin é acusado de homicídio culposo. Além dele, Tou Thao, Thomas Lane e J. Alexander Kueng são acusados pelo crime.

Chauvin, Thao e Kueng seguem presos. Lane pagou fiança de pouco mais de R$ 3,5 milhões e está em liberdade.

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