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Policial é demitido após agredir homem negro em abordagem na Geórgia, EUA

12.set.2020 - Roderick Walker foi agredido por dois policiais brancos na Geórgia, Estados Unidos  - The Cochran Firm via AP
12.set.2020 - Roderick Walker foi agredido por dois policiais brancos na Geórgia, Estados Unidos Imagem: The Cochran Firm via AP

Do UOL, em São Paulo

14/09/2020 11h03

Um policial do condado de Clayton, na Geórgia (EUA), foi demitido depois que um vídeo dele agredindo um homem negro durante uma abordagem começou a circular nas redes sociais.

De acordo com o jornal The New York Times, o gabinete do xerife do condado informou em um comunicado que o agente, que não teve o nome divulgado, foi demitido por "uso excessivo da força".

As imagens da agressão, que ocorreu na sexta-feira, foram gravadas por pelo menos duas pessoas e viralizaram nas redes sociais.

Elas mostram dois policiais brancos prendendo e batendo em Roderick Walker, 26. Ele foi detido sob acusação de agressão e obstrução da aplicação da lei. Sua família e o advogado Shean Williams pedem que ele seja libertado.

O defensor disse que Walker e a namorada devolveram um carro alugado e pagaram um homem para levá-los ao seu destino. O carro em que eles estavam foi parado por estar com uma lanterna quebrada, e os policiais pediram que Walker apresentasse sua identidade, apesar de ele não ser o motorista.

Segundo o advogado, os policiais ficaram irritados quando o jovem questionou o motivo pelo qual estavam pedindo sua identidade já que ele não estava dirigindo e não havia feito nada de errado.

"A próxima coisa que vocês sabem - e viram no vídeo - ele é atacado, espancado no rosto, por todo o corpo. Ele é sufocado, não consegue respirar", afirmou Williams.

Pelo vídeo, os dois policiais parecem estar em cima de Walker, usando seu peso corporal para aplicar pressão em seu pescoço. Técnica semelhante foi adotada em Minnesota e ocasionou a morte de George Floyd, em maio deste ano.

Um dos quatro filhos de Walker testemunhou a cena, informou o advogado. Segundo a polícia, ele teve sua libertação negada sob fiança porque havia mandados contra ele em aberto.

O departamento disse que Walker recebeu tratamento médico, incluindo raios-X de sua cabeça, e que nenhuma fratura foi detectada. Ele estava sendo monitorado por um médico no hospital da prisão.

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