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Chefe de gabinete contradiz médicos: estado de Trump é 'muito preocupante'

Do UOL, em São Paulo

03/10/2020 14h02Atualizada em 03/10/2020 18h57

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não está em um caminho claro de recuperação da covid-19 e alguns de seus sinais vitais nas últimas 24 horas foram "muito preocupantes", disse o chefe de gabinete da Casa Branca, Mark Meadows, a repórteres neste sábado.

A informação foi divulgada neste sábado pelas agências Reuters, AFP e Associated Press (AP) e pela emissora de televisão CNN previamente como fonte anônima, e depois confirmada como Meadows por diversos veículos. Segundo ele, as próximas 48 horas serão críticas. Nesta tarde, porém, Trump voltou a publicar mensagem nas redes sociais dizendo que estava bem.

"Os sinais vitais do presidente nas últimas 24 horas foram muito preocupantes, e as próximas 48 horas serão críticas em termos de seu atendimento. Nós ainda não estamos em um caminho claro para uma recuperação completa", disse Meadows aos repórteres, em fala publicada também pelo jornal The New York Times.

A declaração contradiz o quadro mais otimista apresentado pela equipe médica de Trump, que informou em entrevista coletiva à imprensa que ele está respirando sem o auxílio de aparelhos e melhorando.

Trump foi diagnosticado com a doença em meio à campanha eleitoral, na qual o republicano disputa a reeleição contra o democrata Joe Biden. A eleição será em 3 de novembro.

Segundo o jornal The New York Times, após a coletiva, duas fontes disseram que Trump teve problemas para respirar na sexta-feira e que seu nível de oxigênio caiu, o que levou seus médicos a darem a ele oxigênio suplementar enquanto estava na Casa Branca e decidirem transferi-lo para o hospital militar Walter Reed, nos arredores de Washington, para onde ele foi ontem.

O New York Times, ainda citando fontes, diz que Trump está sofrendo de tosse, congestão, fadiga e febre, e que alguns dos sintomas pioraram no decorrer da sexta-feira, incluindo a queda no nível de oxigênio, o que alarmou o presidente. Isso fez com que houvesse a opção pela transferência da Casa Branca para o Walter Reed.

Um dos motivos para a ida ao hospital na sexta, de acordo com um funcionário do governo, era que seria melhor para o presidente ir embora enquanto ainda pode caminhar por conta própria até o helicóptero. No hospital, Trump também pode ser monitorado com equipamentos melhores e tratado mais rapidamente em caso de problemas.

Uma das fontes das agências e do jornal disse que os médicos fizeram um esforço agressivo para tratar Trump e que ele não estava fora de perigo.

No Twitter, hoje à tarde, Trump chamou a covid-19 de "praga" e disse que, com ajuda dos profissionais do hospital, está se "sentido bem". "Médicos, enfermeiras e todos do grande Walter Reed, e outros de instituições igualmente incríveis que se juntaram a eles, são extraordinários!!! Um progresso tremendo foi feito nos últimos seis meses no combate a esta praga."

Médico diz que Trump quer deixar hospital

Na coletiva, Sean Conley, médico pessoal de Trump, disse que o presidente não tem dificuldades para caminhar ou respirar, e que chegou a pedir para deixar o hospital ainda hoje. Aos 74 anos e com sobrepeso, o presidente é do grupo de risco para a doença. No entanto, médicos afirmaram que ele apresentou bons resultados de pressão sanguínea e que a situação de Trump não é preocupante.

Os médicos confirmaram que Trump chegou a ter febre antes de sexta-feira, mas não quiseram informar qual foi a temperatura registrada. Donald Trump também teve tosse e sentiu cansaço, porém já estaria melhor.

Segundo a equipe médica, o presidente está tomando o antiviral Remdesivir. Ele completará um curso de tratamento de cinco dias.

Apesar de registrar melhora, os médicos preferem manter o presidente sob observação. Eles não responderam qual o resultado dos últimos testes de coronavírus realizados em Trump.

Desde o início da pandemia, Trump tem minimizado a covid-19, dizendo que era só uma gripe e que, "um dia, como um milagre" o surto iria desaparecer. O presidente americano também tem feito manifestações contra o uso de máscaras. Ele chegou a ironizar Biden sobre o uso do item durante o primeiro debate entre os dois, na última terça-feira (29).

(Com AFP e Reuters)

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