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Eleições Americanas

Não há nenhuma prova de fraude nas eleições dos EUA, diz comissão federal

O republicano Donald Trump e o democrata Joe Biden, adversários nas eleições presidenciais de 2020 - Morry Gash e Jim Watson/AFP
O republicano Donald Trump e o democrata Joe Biden, adversários nas eleições presidenciais de 2020 Imagem: Morry Gash e Jim Watson/AFP

Ana Carla Bermúdez

Do UOL, em São Paulo

07/11/2020 11h29Atualizada em 07/11/2020 13h16

"Não há nenhuma prova de que tenha ocorrido fraude nas eleições americanas", disse hoje à CNN a advogada Ellen Weintraub, membro da Comissão Eleitoral Federal dos Estados Unidos.

O presidente republicano Donald Trump, que está atrás do democrata Joe Biden na apuração, tem insistido na tese de que as eleições estão sendo fraudadas, mas não apresentou qualquer prova disso até o momento.

Segundo Weintraub, autoridades estaduais e locais, além de funcionários eleitorais por todo o país, fizeram seu trabalho corretamente e "nenhuma das contestações ofereceu qualquer evidência de fraude".

"Não há provas de que votos ilegais estejam sendo contabilizados. Não sou só eu que estou dizendo isso. Há pessoas pelo país todo, especialistas apartidários, vindo a público para falar sobre a eleição" e validar o processo, disse.

Trump volta a fazer alegações sem provas

Na manhã de hoje, Trump voltou a alegar possibilidade de fraude e existência de votos ilegais nas eleições.

Nas redes sociais, ele afirmou que dezenas de milhares de votos foram recebidos "ilegalmente" na Pensilvânia e em outros estados após o dia 3 de novembro, data em que ocorreram as eleições. As publicações receberam um alerta do Twitter, indicando que as mensagens podem conter informações incorretas sobre as eleições.

"Centenas de milhares de votos foram ilegalmente proibidos de serem observados", disse ele, sugerindo que fiscais eleitorais do partido republicano tenham sido proibidos de acompanhar a contabilização dos votos.

"Isso TAMBÉM mudaria o resultado da eleição em vários estados, incluindo a Pensilvânia, que todos pensaram que seria facilmente vencida na noite da eleição, apenas para ver uma enorme vantagem desaparecer", escreveu.

É falso que fiscais eleitorais tenham sido proibidos de acompanhar a apuração na Pensilvânia. "Ele [Trump] está deturpando totalmente um caso no tribunal do estado. Ninguém tentou proibir os observadores das pesquisas que representavam cada lado da eleição", informou a agência Associated Press.

Trump chegou a aparecer à frente na Pensilvânia, no início da apuração dos votos, mas Biden conseguiu uma virada e agora lidera no estado. O principal fator para isso foi o início da contabilização dos votos enviados por correspondência.

Por decisão estadual, os centros de apuração na Pensilvânia só começaram a apurar os votos enviados pelo correio depois da contagem dos votos presenciais. Isso fez com que Trump despontasse à frente na noite da eleição (terça, 3).

Mas, com os votos por correio favorecendo principalmente Biden, ele conseguiu conquistar a liderança. Essa é opção de voto é a preferida entre os democratas, especialmente durante a pandemia do novo coronavírus.

Pensilvânia pode definir resultado

O estado da Pensilvânia pode ser decisivo para que se chegue a um vencedor nestas eleições americanas. Para ser eleito presidente, um candidato precisa alcançar a marca de 270 delegados.

Até o momento, Biden tem 253 delegados e, Trump, 214. Caso leve os 20 delegados da Pensilvânia, Biden ultrapassará os votos no Colégio Eleitoral e será o próximo presidente dos Estados Unidos —derrotando, portanto, o atual presidente americano.

Os Estados Unidos não têm um órgão oficial que divulga, em tempo real, os resultados das urnas, como o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no Brasil. Por isso, as agências de notícias e veículos de comunicação como AFP, AP e Fox fazem extrapolações estatísticas e apontam os vencedores por estado. A AFP chegou a considerar definida a apuração do Arizona — e Joe Biden somava mais 11 votos até a manhã desta quinta-feira (5). A contagem de votos continua no estado.

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