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'Caçadores de tesouro' procuram ouro de Hitler que vale R$ 3,7 bilhões

48 caixas com ouro de Hitler que foram roubadas estariam enterradas ao redor deste palácio, na Polônia - Reprodução/ Facebook/ Joanna Lamparska
48 caixas com ouro de Hitler que foram roubadas estariam enterradas ao redor deste palácio, na Polônia Imagem: Reprodução/ Facebook/ Joanna Lamparska

Do UOL, em São Paulo

28/04/2021 21h52Atualizada em 28/04/2021 21h54

Na próxima semana, "caçadores de tesouro" da Polônia colocarão em prática um plano para descobrir onde estão 48 caixas com ouro que pertenciam a Adolf Hitler, roubados no fim da Segunda Guerra Mundial.

A ideia dos membros da Fundação Silesian Bridge, que trabalham "realizando pesquisas e escavações geológicas", é explorar os arredores de um palácio do século XVIII no vilarejo de Minkowskie, no sul polonês, usado como bordel por oficiais da Schutzstaffel (SS), organização paramilitar do regime nazista, e que foi descoberto como possível esconderijo da fortuna.

De acordo com o tabloide Daily Mail, a quantidade de ouro que pode estar no local é de aproximadamente 10 toneladas, com valor estimado em cerca de 500 milhões de libras esterlinas, pouco mais de R$ 3,7 bilhões de reais na cotação atual.

Outros objetos de valor escondidos incluiriam joias e coleções particulares doadas pela alta sociedade alemã em troca de proteção pela SS, já que esta camada da população temia o avanço do Exército Vermelho soviético.

Ordens superiores

Todo esse tesouro em forma de ouro foi roubado sob ordens do chefe da SS, Heinrich Hummler, que planejava ter recursos para financiar um Quarto Reich após a Segunda Guerra Mundial. Foi ele que teria organizado o esconderijo do tesouro no terreno do palácio.

Hitler - Heinrich Hoffmann/Archive Photos/Getty Images - Heinrich Hoffmann/Archive Photos/Getty Images
Ouro roubado de Hitler seria usado em um Quarto Reich pós 2ª Guerra
Imagem: Heinrich Hoffmann/Archive Photos/Getty Images

O local só foi descoberto graças ao encontro de documentos secretos, um diário de oficiais da SS e um mapa que os caçadores receberam de descendentes de oficiais da SS

Dentre os documentos encontrados, havia uma carta de um oficial sênior da SS identificado como von Stein encaminhada para uma mulher que trabalhava no palácio e que tornou-se sua amante.

"Inge, alguns transportes foram bem-sucedidos. Os 48 baús pesados restantes do Reichsbank e todos os baús da família, eu confio a você", escreveu von Stein dizendo que apenas ela saberia localizá-los.

Amante guardiã

Roman Furmaniak, chefe da Fundação Silesian Bridge, deu mais detalhes ao Daily Mail sobre a suposta amante de von Stein: "Inge estava apaixonada pelo belo oficial de uniforme preto da SS. Eles eram como deuses. Ela acreditava que ficaria lá por um, talvez dois anos e então tudo acabaria. Ninguém acreditava que a região ficaria sob controle da União Soviética".

Guardiã do tesouro, Inge continuou a missão até sua morte, cerca de 60 anos depois do fim da guerra, quando a região foi entregue à nova Polônia controlada pela União Soviética. Em vida, ela chegou a se casar com um homem local e mudou sua aparência e identidade (já que a população alemã havia sido expulsa).

Ajuda

A Fundação Solesian Bridge é uma organização sem fins lucrativos que assumiu um contrato de arrendamento de longo prazo do palácio onde estaria o tesouro, que hoje, mesmo privatizado, está em ruínas.

Todo trabalho para permitir as escavações arqueológicas, que começam na próxima semana, conta com cooperação do Ministério da Cultura polonês e da parte responsável pela conservação do patrimônio local.

Acredita-se que o palácio foi construído no século X, durante o governo do primeiro rei alemão Henrique, o Fowler.

Segundo revelou Furmaniak ao Daily Mail, os descendentes de integrantes da SS cederam os documentos que deram o paradeiro do "tesouro" como "um gesto de expiação pelo sofrimento da Polônia nas mãos da Alemanha durante a guerra".

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