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Ex-advogado de Trump tem registro suspenso por tribunal de Nova York (EUA)

27.09.2020 -  Ex-advogado pessoal do ex-presidente Donald Trump Rudy Giuliani em coletiva na Casa Branca, em Washington (EUA) - Joshua Roberts/Getty Images
27.09.2020 - Ex-advogado pessoal do ex-presidente Donald Trump Rudy Giuliani em coletiva na Casa Branca, em Washington (EUA) Imagem: Joshua Roberts/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

24/06/2021 12h59Atualizada em 24/06/2021 15h59

Rudy Giuliani, ex-advogado pessoal do ex-presidente Donald Trump, foi suspenso provisoriamente de exercer a advocacia no estado de Nova York. A decisão, divulgada hoje, foi determinada pelo Tribunal de Apelação de Nova York após um processo disciplinar ser aberto contra o advogado por dar declarações falsas na campanha de 2020. Na ocasião, Trump disputava a presidência contra o democrata Joe Biden, que venceu a disputa.

De acordo com a CNN Internacional, o tribunal entendeu que "há evidências incontestáveis" de que o ex-advogado pessoal de Trump "comunicou declarações comprovadamente falsas e enganosas a tribunais, legisladores e ao público em geral na qualidade de advogado do ex-presidente Donald Trump e na Campanha de Trump em conexão com o esforço fracassado de Trump na reeleição em 2020".

Em uma decisão de 33 páginas, o tribunal declarou que a conduta de Giuliani ameaça "o interesse público e justifica a suspensão provisória da prática da lei". Segundo o jornal The New York Times, o ex-advogado estava à frente da iniciativa de contestação legal de Trump acerca do resultado das eleições de 2020, utilizando falsos argumentos de que a votação e as urnas eletrônicas foram fraudadas.

Além da suspensão em Nova York, Giuliani lida com processos disciplinares. Ainda na decisão, o tribunal declarou que as atitudes do ex-advogado de Trump foram "uma ameaça imediata" ao público e também é possível que ele enfrente outras "sanções permanentes" após a finalização do processo na justiça.

Por meio de comunicado, John Leventhal e Barry Kamins, advogados de Giuliani, comunicaram estar desapontados com a decisão ter sido proferida pelo tribunal antes de ser feita uma audiência sobre as alegações apontadas contra o cliente deles.

"Isso é sem precedentes, pois acreditamos que nosso cliente não representa um perigo atual para o interesse público. Acreditamos que, uma vez que as questões sejam totalmente exploradas em uma audiência, o Sr. Giuliani será reintegrado como um membro valioso da profissão jurídica que ele serviu tão bem em suas muitas funções por tantos anos", declararam os advogados de Giuliani.

A expectativa é que Giuliani — ou os seus advogados — compareça ao tribunal em Washington D.C na tarde de hoje em razão de um processo de difamação aberto pela empresa de gestão de votos Dominion Voting Systems, que processa o ex-advogado e outras pessoas por alegarem que a organização realizou fraude eleitoral.

Investigação

As conversas de Giuliani com a Ucrânia pouco antes das eleições, que tinham o objetivo de prejudicar a eleição de Biden, também estão sendo investigadas por procuradores federais em Manhattan. Em abril, o FBI (polícia federal norte-americana) apreendeu celulares e computadores de Giuliani.

Os promotores seguem investigando se Giuliani praticou lobby no governo Trump, em 2019, em nome de funcionários e oligarcas ucranianos que, em contraposição, o ajudavam a buscar informações comprometedoras de Biden e o filho dele. Giuliani nega que tenha realizado a prática ilegal.

Giuliani ganhou ascensão nacional quando foi prefeito da cidade de Nova York entre 1994 e 2001, período em que ocorreram os ataques terroristas contra as "Torres Gêmeas" em 11 de setembro de 2001.

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