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Entenda por que a matança de 1.400 golfinhos na Europa não é ilegal

Caça de golfinhos e baleias, como a desta foto em Torshavn, em 2019, é organizada pela própria comunidade - Getty Images
Caça de golfinhos e baleias, como a desta foto em Torshavn, em 2019, é organizada pela própria comunidade Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

15/09/2021 19h00Atualizada em 15/09/2021 22h56

A matança de 1.400 golfinhos nas Ilhas Faroé, que virou centro de polêmica no início desta semana, não é considerada ilegal pela Justiça local, sob a justificativa de estar conectada às raízes culturais do território autônomo dinamarquês, em que os mamíferos eram caçados para consumo dos habitantes.

Apesar das imagens chocantes compartilhadas por militantes da causa animal, aqueles que defendem a prática afirmam que a "grindadráp", nome dado à caça, que tem como alvo principal baleias-piloto, é uma tradição carregada pelos feroicos desde o século 16.

Mas, apesar da carne dos animais ser direcionada aos moradores das ilhas, alguns locais admitem que a caça foi excessiva para atender apenas 53 mil habitantes, especialmente quando apenas 17% deles consomem o produto, segundo informações do canal Euronews.

Apesar do apego cultural, o governo das Ilhas passou a regulamentar a atividade nos últimos anos, exigindo dos interessados em participar da caça uma licença que atesta o preparo para sacrificar os animais rapidamente, evitando sofrimento.

Depois da matança no domingo (12), alguns ativistas denunciam que muitos dos caçadores não tinham essa autorização, detalhou a CNN Internacional.

Um dos supervisores da atividade, Heri Petersen, declarou ao site In.fo que poucos caçadores licenciados estavam envolvidos na atividade, o que levou muitos dos golfinhos a passarem minutos sufocando próximo à beira da praia, o que não respeita as regras. A alegação foi negada pelos administradores locais, responsáveis por garantir o controle do número de animais caçados

"A caça foi organizada e realizada em conformidade com a legislação faronesa", afirmou Páll Nolsøe, porta-voz do governo das Ilhas, à CNN. "Não houve violações das leis ou das normas", completou, afirmando ainda que todos os envolvidos devem concluir um curso de caça de baleias-piloto, mas que a captura de golfinhos também é uma prática comum. Segundo dados oficiais, são cerca de 250 animais capturados ao ano, apesar de haver uma "grande flutuação" nesta quantia - o número de animais mortos no domingo (12) foi quase seis vezes maior.

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