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Lava do vulcão Cumbre Vieja forma delta 500 metros mar adentro; veja vídeos

Lava do vulcão nas Ilhas Canárias forma delta impressionante enquanto avança pelo oceano - Reprodução/ Twitter/ CSIC/ RTVC
Lava do vulcão nas Ilhas Canárias forma delta impressionante enquanto avança pelo oceano Imagem: Reprodução/ Twitter/ CSIC/ RTVC

Do UOL, em São Paulo*

06/10/2021 08h47Atualizada em 06/10/2021 15h37

A lava do vulcão Cumbre Vieja está cada dia mais adentrando no Oceano Atlântico, e seu acúmulo formou um delta marinho que já alcançou mais de 500 metros mar adentro.

Em geografia, um delta é formado pela acumulação de sedimentos de um rio no oceano, em formato triangular. No caso do delta marinho nas Ilhas Canárias, o sedimento é a própria lava vulcânica que desce do vulcão através de uma fissura na superfície do seu cone até a costa.

Essa fissura, criada pela lava, está com uma profundidade aproximada de 30 metros no mar. Segundo a Rádio Televisão Canaria, o delta formado já ocupa uma área de 36 hectares e avançou 540 metros da costa rumo ao oceano.

Um vídeo gravado por drone do ICMAN (Instituto de Ciências Marinas de Andalúcia) e publicado pelo CSIC (Conselho Superior de Investigações Científicas) da Espanha mostra o acúmulo de lava formando o delta, enquanto surgem nuvens de gases devido ao contato do material vulcânico com a água marinha.

A chefe da Vigilância Vulcânica do Instituto Geográfico Nacional da Espanha, Carmen López, explicou que a emissão gasosa ocorre devido ao contraste térmico entre a lava e o mar e que é composta de vapor de água e ácido clorídrico. De acordo com a especialista, tal emissão afeta apenas a zona de contato, embora ela tenha advertido que as populações próximas devem ser informadas sobre as mudanças do vento.

Em outro ângulo, os bombeiros das Ilhas Canárias também registraram o delta de lava. Eles trabalham na verificação de telhados e residências afetadas. A lava do vulcão já afetou mais de 1.000 construções. Confira o vídeo abaixo.

Dióxido de enxofre

O Involcan (Instituto Vulcanológico das Canárias) informou ontem que o vulcão de Cumbre Vieja já emitiu cerca de 250 mil toneladas de dióxido de enxofre (SO2) desde 19 de setembro, quando entrou em erupção.

A estimativa é baseada na medição da emissão de SO2 em posição móvel terrestre, que na atualidade tem "importantes limitações devido a diversos fatores".

Apesar disso, o órgão diz que conhecer os níveis de dióxido de enxofre emitidos também permite estimar o volume de lava lançado pela erupção do Cumbre Vieja, que é de aproximadamente 35 milhões de metros cúbicos.

O comitê científico que assessora o Plano de Emergências Vulcânicas das Canárias, calculava dias atrás que o volume de material emitido pelo vulcão, o que incluiria piroclastos, era de cerca de 80 milhões de metros cúbicos. Ou seja, o estrago até o momento pode ser menor do que o imaginado.

*Com informações da EFE

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