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Lava de vulcão avança e forma 'língua' de mais de dez hectares no mar

A lava do vulcão avança pelo Oceano Atlântico, na Ilha das Canárias, em La Palma - Conselho Superior de Pesquisas Científicas/Reuters
A lava do vulcão avança pelo Oceano Atlântico, na Ilha das Canárias, em La Palma Imagem: Conselho Superior de Pesquisas Científicas/Reuters

Do UOL, em São Paulo*

30/09/2021 10h52Atualizada em 30/09/2021 14h30

A lava do vulcão Cumbre Vieja, da ilha espanhola de La Palma, que desemboca no mar já ganhou terreno na água e formou uma língua de mais de dez hectares de superfície, segundo informou o Instituto Vulcanológico das Canárias (Involcan).

"A estimativa é que já passa dos dez hectares", disse o porta-voz do Involcan, David Calvo, acrescentando que a instituição fará uma medição mais exata com drones nas próximas horas.

O fluxo de lava do Cumbre Vieja, em erupção há 11 dias, chegou ao mar na madrugada de ontem, após percorrer em torno de seis quilômetros. Devastou tudo em seu caminho. Desde então, com o vulcão expelindo material sem parar, a cascata de lava continua a desaguar no Oceano Atlântico. O delta em formação continua em crescimento.

"Os rios de lava continuam descendo pelo canal de lava em direção ao mar, estamos em uma fase de estabilidade", explicou Calvo.

A lava chegou ao mar sem produzir, até o momento, os efeitos mais temidos, como explosões ou ondas de água em alta temperatura, embora estejam sendo liberados gases potencialmente tóxicos. Esta liberação é resultado da reação do contato da lava com a água salgada.

"A água do mar está pouco acima de 20ºC, e este magma está acima de 1.100ºC, com o que obviamente ocorre uma mudança repentina: o magma se solidifica e grandes quantidades de água do mar evaporam, o que gera as nuvens que têm cloro", disse Arnau Folch, vulcanologista do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC).

Hoje, "continua havendo uma coluna de gás, similar ao que acontecia ontem". No entanto, o vento, que no dia anterior ajudou a dissipar rapidamente o gás, diminuiu.

A administração de La Palma mantém os bairros de Tazacorte, município onde a lava chegou ao mar, em confinamento desde segunda-feira (27). O objetivo é evitar o impacto dos gases na população.

Embora não tenha provocado vítimas, a erupção destruiu 855 construções, de acordo com o sistema europeu de medição geoespacial Copernicus.

A erupção também levou 6.000 pessoas a abandonarem suas casas nesta ilha de 85.000 habitantes. Além disso, o cultivo de banana, sua principal atividade econômica, foi gravemente afetado.

*Com informações da AFP

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