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Coreia do Norte proíbe riso por aniversário da morte de ex-ditador

17.dez.2021 - Pessoas se curvam para prestar homenagem ao ex-ditador Kim Jong-il, pai de Kim Jong Un, na Coreia do Norte - Kim Won Jin/AFP
17.dez.2021 - Pessoas se curvam para prestar homenagem ao ex-ditador Kim Jong-il, pai de Kim Jong Un, na Coreia do Norte Imagem: Kim Won Jin/AFP

Do UOL, em São Paulo*

20/12/2021 09h48

A Coreia do Norte proibiu demonstrações de felicidade por parte da população por 11 dias em razão do 10º aniversário de morte do ex-ditador Kim Jong-il, pai do atual ditador Kim Jong-un.

A medida inclui a proibição explícita de demonstração de alegria ou de consumir bebida alcoólica durante o período de luto. Na sexta-feira (17), data exata em que a morte de Kim Jong-il completou dez anos, os norte-coreanos foram proibidos até de fazer compras.

O pai do atual ditador da Coreia do Norte teria morrido após um infarto a bordo de seu trem particular, na manhã de 17 de dezembro de 2011.

Uma década de Kim Jong-un no comando

Aos 37 anos, Kim Jong-un completa uma década no comando do país asiático, e as comemorações têm apelos nacionalistas por maior lealdade pública ao regime. O foco do ditador, no entanto, pode estar ainda mais voltado para a necessidade de tirar o país das dificuldades econômicas enfrentadas principalmente devido à pandemia de covid-19.

Para a especialista em segurança do Centro para uma Nova Segurança Americana (CNAS, na sigla em inglês) Duyeon Kim, não há dúvidas de que o maior desafio de Kim seja em relação à economia.

"A recuperação e a modernização econômica será o maior desafio no futuro, mas ele provavelmente encontrará maneiras de promover escudos políticos para quaisquer deficiências e, assim, imputar um maior senso de responsabilidade e patriotismo no povo para que trabalhe com mais afinco", diz a analista.

A última década sob Kim Jong-un acabou surpreendendo muitos especialistas que acreditavam que o rapaz era jovem e inexperiente demais para liderar uma nação cheia de desafios como a Coreia do Norte.

Menos de dois anos após assumir o poder, Kim ordenou a execução de seu tio, Jang Song Thaek, antigo homem de confiança e cunhado de Kim Jong-il. Supõe-se também que o líder norte-coreano seja um dos responsáveis pelo plano que levou ao assassinato de seu meio-irmão, Kim Jong-nam, no aeroporto de Kuala Lumpur em fevereiro de 2017.

No campo diplomático, Kim surpreendeu ao se reunir com o então presidente americano Donald Trump em 2018. Foi a primeira vez que líderes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte se encontraram.

Também em 2018, Kim tornou-se o primeiro líder norte-coreano a cruzar a fronteira e encontrar-se com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, desde o início da Guerra da Coreia - as hostilidades militares duraram entre 1950 e 1953, mas o conflito nunca acabou de forma oficial. Nesta semana, o presidente sul-coreano disse que Estados Unidos, China e Coreia do Norte fecharam um acordo de princípios para declarar formalmente o fim da guerra, a fim de substituir o armistício de 1953.

* Com Deutsche Welle

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