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Tonga: Britânica morre após tentar salvar cães de tsunami, diz família

Angela Glover, de 50, administrava um abrigo para cães em Tonga - Reprodução/Instagram
Angela Glover, de 50, administrava um abrigo para cães em Tonga Imagem: Reprodução/Instagram

Do UOL, em São Paulo

17/01/2022 18h45Atualizada em 17/01/2022 18h45

O corpo de uma mulher britânica que desapareceu em Tonga após um tsunami foi encontrado hoje, registrando a primeira morte relacionada ao fenômeno, segundo o tabloide britânico Daily Mail. A informação foi confirmada pelo irmão dela, Nick Eleini, que disse que ela estaria tentando resgatar os cachorros de estimação momentos antes do desastre provocado pela erupção de um vulcão submarino no arquipélago.

Angela Glover, 50, era uma publicitária de Brighton e administrava um abrigo para cães em Tonga. Ela se mudou para o país após ter sido convidada pelo marido, o tatuador James, em 2015. Ela foi vista pela última vez em uma praia na ilha de Tongatapu pelo companheiro, quando o tsunami chegou à costa.

Segundo a publicação, James teria sobrevivido ao se agarrar a uma árvore. Angela, por outro lado, acabou sendo arrastada. À Sky News, Nick disse que acredita que a irmã tenha sido pega no momento que tentava salvar os animais de estimação. Quatro de seus cinco cães também foram arrastados pelo tsunami. Apenas um foi encontrado vivo até agora.

"Não tenho palavras no meu vocabulário para descrever como estamos nos sentindo no momento", disse ele, que também informou que o corpo da publicitária foi encontrado por um grupo de buscas que James organizou.

Angela - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Angela ao lado do marido James
Imagem: Reprodução/Instagram

Em comunicado enviado ao Daily Mail, a família afirmou que "Angela e James amavam sua vida em Tonga e adoravam o povo tonganês. Em particular, eles amavam o amor tonganês pela família e a cultura local."

"Desde pequena, sempre foi o sonho de Angela nadar com baleias e foi Tonga que lhe deu a oportunidade de realizar esses sonhos", diz a nota.

Em última publicação nas redes sociais, há três dias, Angela escreveu que o país estava sob alerta de um possível tsunami. "Eu não estou brincando... Este é o pôr do sol de hoje depois que o vulcão explodiu na noite passada. Estivemos sob alertas de tsunami hoje. Está tudo bem... algumas ondas, alguns silêncios assustadores, um vento ou dois... Então silêncio, quietude repentina, tempestades elétricas... Parecia que eu estava assistindo tudo por meio de um filtro do Instagram."

Após a erupção do vulcão submarino Hunga-Tonga-Hunga-Ha'apai, as autoridades locais emitiram um alerta de tsunami para todo o país. O vulcão fica a cerca de 65 quilômetros de Tongatapu, principal ilha desta nação insular povoada por cerca de 71.000 habitantes. Ondas de cerca de um metro de altura foram vistas em Nuku'alofa, que teve regiões inundadas.

A erupção provocou mais de 200 mil descargas elétricas em apenas uma hora. Só em 15 minutos, foram 63 mil raios, segundo dados de sensores que registram o fenômeno. Em comparação, a erupção de 2018 do Anak Krakatau, na Indonésia, teve 340 mil descargas ao longo de uma semana.

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