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Guerra da Rússia-Ucrânia

Notícias do conflito entre Rússia e Ucrânia


Putin promete resposta rápida 'como raio' se houver intervenção na Ucrânia

Do UOL*, em São Paulo

27/04/2022 11h20

O presidente russo, Vladimir Putin, ameaçou com uma resposta rápida caso outros países atuem na Ucrânia. "Se alguém quiser intervir na situação na Ucrânia e criar uma ameaça estratégica, os ataques serão rápidos como um raio", disse Putin, segundo relato das agências de notícias da Rússia.

De acordo com Putin, em caso de ameaça à Rússia, o país "usará, em resposta, meios que seus oponentes ainda não têm". Hoje, a guerra promovida pelo governo russo em território ucraniano chegou ao 63º dia. Putin fez o pronunciamento em reunião com o Conselho de Legisladores na Rússia.

Para o presidente russo, a Ucrânia foi empurrada de fora para confronto direto com a Rússia. No início do confronto, o governo russo justificou a invasão citando a possibilidade de a Ucrânia fazer parte da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), aliança militar que tem os Estados Unidos como principal liderança, o que seria uma ameaça, do ponto de vista da Rússia.

Putin também disse que "os oponentes da Federação Russa no mundo" simplesmente não precisam de um país tão grande quanto a Rússia. Na visão dele, países ocidentais apostam na russofobia como uma nova arma geopolítica. "Os inimigos de nosso país aceleraram a criação de uma nova arma geopolítica."

O presidente ainda falou que "o amor pela pátria é uma das bases fundamentais do Estado russo, e o valor mais importante para nossa sociedade, que invariavelmente se manifesta em momentos decisivos para o país".

Putin completou dizendo que "essa unidade de pessoas vale muito, garante que a Rússia responderá adequadamente aos desafios e ameaças mais difíceis e passará com confiança por todos os testes". "Assim sempre foi, assim será agora."

Mapa Rússia invade a Ucrânia - 26.02.2022 - Arte UOL - Arte UOL
Imagem: Arte UOL

Ataques na Ucrânia

O Ministério da Defesa da Rússia disse, em relatório nesta quarta (27), que "mais de 120 nacionalistas e 35 veículos blindados foram destruídos" como resultado de ataques aéreos na Ucrânia, invadida há 63 dias. O governo também disse ter destruído uma "grande quantidade" de armas fornecidas à Ucrânia pelos Estados Unidos e por países europeus. No total, as forças russas apontaram que suas "tropas de foguetes e artilharia completaram 573 missões de fogo durante a noite". As informações não puderam ser verificadas com fontes independentes.

Segundo o ministério, "hangares com grande quantidade de armas e munições estrangeiras, entregues às forças ucranianas pelos Estados Unidos e países europeus, foram destruídos com mísseis de alta precisão Kalbir, disparados a partir do mar contra a fábrica de alumínio de Zaporizhzhia, sudeste da Ucrânia".

A Rússia ainda relatou explosões em cidades perto da fronteira com a Ucrânia, que não assumiu essas ações.

Do seu lado, o governo ucraniano estima que as novas armas, prometidas por países aliados nos últimos dias, devem levar três ou mais semanas para chegar à Ucrânia e fazer efeito no conflito. "Será final de maio ou início de junho quando a quantidade necessária chega e começa a produzir um impacto sério no campo de batalha", disse Oleksiy Arestovych, conselheiro do chefe do Gabinete da Presidência da Ucrânia em entrevista.

O uso de armas de aliados já acende um alerta para o conflito em razão de a Rússia ter indicado estar pronta para retaliar em caso de uso delas. Os Estados Unidos pretendem fazer cúpulas mensais com países aliados e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) a respeito da situação na Ucrânia.

Como resposta às sanções que têm sofrido, a partir de hoje, a Rússia cortou o fornecimento de gás para Polônia e Bulgária. A medida é uma retaliação do governo russo à negativa dos países em pagar pela energia em rublos e ao apoio à Ucrânia na guerra. a UE (União Europeia) qualificou a medida russa como "chantagem".

(Com Reuters, AFP, DW e Ansa)