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Rússia anuncia saída de conselho que conta com Finlândia e Suécia

Um homem passa em frente à sede do governo russo, em Moscou - YURI KADOBNOV/AFP
Um homem passa em frente à sede do governo russo, em Moscou Imagem: YURI KADOBNOV/AFP

Do UOL, em São Paulo*

17/05/2022 10h11Atualizada em 17/05/2022 12h11

A Rússia anunciou hoje a sua saída do Conselho dos Estados do Mar Báltico (CBSS, na sigla em inglês), grupo criado em 1992 para facilitar a cooperação nessa região do norte da Europa, após Finlândia e Suécia fazerem o pedido oficial para adesão à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Segundo o ministro russo das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, a organização se tornou um "instrumento de políticas" contra Moscou e de "russofobia".

"Nossa presença no CBSS é contraproducente", acrescentou.

O conselho tem 11 Estados-membros, mas apenas Finlândia, Suécia e Rússia não fazem parte da Otan. No entanto, os dois países escandinavos já anunciaram suas candidaturas a integrantes da aliança militar ocidental, provocando críticas de Moscou.

Ainda de acordo com a Rússia, o CBSS planejava fazer uma reunião na Noruega, em 25 de maio, sem sua presença. Além disso, Moscou acusou o conselho de "roubar" a contribuição russa para seu orçamento.

Rússia expulsa diplomatas finlandeses

A Rússia também informou, nesta terça-feira (17), a expulsão de dois diplomatas da embaixada da Finlândia em Moscou. A medida seria uma retaliação à expulsão de dois membros da embaixada da Rússia em Helsinque, em abril.

O ministério diz que a ação também foi um protesto contra o embaixador finlandês, incluindo seu papel nas sanções internacionais contra a Rússia e o fornecimento de armas para a Ucrânia. A declaração, segundo a agência AP (Associated Press), não faz menção à Otan.

A Finlândia anunciou oficialmente neste domingo (15) que vai se inscrever para entrar na Otan (Organização do tratado do Atlântico Norte), aliança militar da qual os Estados Unidos fazem parte. O país nórdico vinha adotando a neutralidade desde a Guerra Fria, e o movimento veio acompanhado de ameaças russas e medo de uma possível reação de Vladimir Putin.

Em seguida, foi a vez de a Suécia demonstrar que não ficaria sozinha "de fora" e pedir adesão à Otan. A Turquia, que faz parte do grupo, já avisou que não vai aprovar a entrada —e é preciso unanimidade.

Antes disso, a Ucrânia fez pressão para ser aceita, o que, para grande parte dos analistas, foi o que desencadeou a invasão russa.

*Com informações das agências Reuters e ANSA

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que informava o texto em sua primeira versão, foi a Suécia que pediu para entrar na Otan, e não a Noruega. O erro foi corrigido.

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