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'Garota Napalm' faz último tratamento de pele 50 anos após foto no Vietnã

Kim Phuc ficou conhecida pela icônica imagem da Guerra no Vietnã  - Getty Images
Kim Phuc ficou conhecida pela icônica imagem da Guerra no Vietnã Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

01/07/2022 13h14Atualizada em 01/07/2022 13h37

A vietnamita Kim Phuc, 59, que é conhecida por aparecer na icônica fotografia da Guerra do Vietnã, recebeu o último tratamento de pele com uma especialista 50 anos depois de ter sido atingida por uma bomba de napalm. Na época, Kim tinha apenas nove anos e sofreu queimaduras em 65% do corpo.

De acordo com a NBC 6 South Florida, a 12ª e última sessão de Kim ocorreu em uma clínica especializada no sul da Flórida, nos Estados Unidos. O procedimento visa tratar as cicatrizes e amenizar a dor que ainda sente décadas após a explosão.

"Eu ouvi o barulho, bup-bup bup-bup, e então de repente havia fogo em todos os lugares ao meu redor, e eu vi o fogo por todo o meu braço", lembrou ela.

O caso ocorreu no dia 8 de junho de 1972. Enquanto Kim fugia do ataque, um fotógrafo da Associated Press, Nick Ut, eternizou o momento em uma imagem que ganhou o Prêmio Pulitzer.

foto - Nic Ut - Nic Ut
17. Em junho de 1972, um avião da Força Aérea Vietnamita bombardeou a vila de Trang Bang com napalm, um gel pegajoso e incendiário. Centenas de pessoas morreram no ataque. A garota do centro, Kim Phuc, tinha nove anos, e sobreviveu
Imagem: Nic Ut

"Quando ela estava correndo, eu vi seu braço queimando, seu corpo queimando muito", disse Ut.

Kim ainda relembrou que, logo após o registro, Ut tentou levá-la a um hospital mais próximo. No entanto, eles não conseguiram tratamento e o fotógrafo teve que dirigir por mais de duas horas para outra unidade hospitalar.

"Eu fiquei chateado. Eu [segurava] meu passe de imprensa, e dizia: 'Eu sou da imprensa, se ela morrer minha foto vai estar na primeira página de todos os jornais amanhã', e eles se preocuparam com o que eu disse e a levam imediatamente para dentro", disse Ut.

Kim sobreviveu, mas as cicatrizes acompanharam ela durante décadas. Com o avanço da tecnologia do laser, ela conseguiu tratar algumas delas.

Atualmente, ela mora em Toronto, no Canadá, onde criou uma fundação internacional que leva o seu nome. A instituição oferece assistência médica, incluindo apoio psicológico, a crianças afetadas pela guerra.

"Desejo que todos aprendam a viver com amor, esperança e perdão e, se todos puderem aprender a viver assim, não precisamos de guerra", afirmou ela à publicação.

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