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Empresa confirma que presidente da companhia está em submarino sumido

FOTO DE ARQUIVO: Stockton Rush, CEO das exposições OceanGate, posa na Times Square em Nova York, EUA, 12 de abril de 2017 - Shannon Stapleton/REUTERS
FOTO DE ARQUIVO: Stockton Rush, CEO das exposições OceanGate, posa na Times Square em Nova York, EUA, 12 de abril de 2017 Imagem: Shannon Stapleton/REUTERS

Do UOL, em São Paulo

20/06/2023 15h45Atualizada em 20/06/2023 19h13

A empresa OceanGate confirmou que o presidente da empresa, Stockton Rush, é um dos tripulantes do submersível que está desaparecido no Oceano Atlântico desde o último domingo (18).

O que aconteceu:

A confirmação ocorreu por nota emitida pela empresa, segundo a BBC.

A declaração não informa mais detalhes do caso, nem os nomes dos demais tripulantes.

Ontem, empresa informou que foi "incapaz de estabelecer comunicações com um de nossos veículos de exploração submersíveis". "Todas as medidas possíveis estão sendo tomadas para trazer os cinco tripulantes de volta com segurança", disse a empresa.

Um piloto e quatro passageiros estão no submersível. Segundo informações do jornal The Guardian, são eles: Stockton Rush, CEO da OceanGate, o bilionário britânico Hamish Harding, o empresário paquistanês Shahzada Dawood e seu filho, Suleman, e Paul-Henry Nargeolet, capitão do submersível e considerado um dos maiores especialistas do naufrágio do Titanic.

Submersível tem mais 40 horas de oxigênio

Jason Frederick, capitão da Guarda Costeira dos Estados Unidos, informou hoje que o submersível tem cerca de 40 horas de oxigênio, o que implica em menos de dois dias para que a Marinha possa resgatar os cinco tripulantes com vida.

Chances de resgate com vida. O capitão destacou que não é possível determinar se a quantidade de oxigênio restante no submersível é suficiente para resgatá-los com vida, caso o submersível seja localizado a tempo. Entretanto, Jason ressaltou que estão "fazendo todos os esforços".

Buscas são complexas. Frederick disse que o submersível deve estar a uma distância de 1.500 quilômetros da costa e em uma extensão de 26 mil quilômetros quadrados entre os Estados Unidos e o Canadá, o que dificulta as buscas para o resgate. "É uma operação que leva tempo e precisa de muita coordenação", afirmou.

Operação começou no domingo (18). O capitão destacou que a operação de buscas começou a ser montada tão logo a Guarda Costeira foi notificada do desaparecimento. "Desde domingo estamos coordenando essas buscas com a Marinha americana, a Guarda Nacional, em uma área de 26 mil quilômetros quadrados entre EUA e Canadá".

Foco também na superfície. Jason ressaltou que os agentes também têm tentado captar "algum sinal no radar" na superfície, bem como "abaixo da superfície usando equipamentos, sonares".

O que você precisa saber do caso?

O submersível, apelidado de "Titan", submergiu na manhã de domingo, 18 de junho. Os turistas queriam ver os destroços do Titanic, localizado no Atlântico Norte.

O barco de apoio na superfície, o quebra-gelo Polar Prince, perdeu contato com ele cerca de uma hora e 45 minutos mais tarde, segundo a Guarda Costeira dos EUA.

O submersível foi dado como desaparecido a cerca de 700 quilômetros ao sul de São João da Terra Nova, capital da província canadense de Terra Nova e Labrador, segundo as autoridades canadenses, na área onde ocorreu o naufrágio do Titanic, em 1912.